Três policiais militares morrem após queda de aeronave próximo a aeroporto em Ipatinga (MG)
Segundo a PM, avião tinha decolado há pouco tempo do aeroporto da Pampulha, em BH; equipes dos bombeiros estão no local
Minas Gerais|Arnon Gonçalves, do R7 e Ricardo Vasconcelos, da RECORD Minas

Um avião da Polícia Militar caiu e deixou três oficiais mortos, por volta de 16h desta sexta-feira (9), nas imediações do aeroporto regional do Vale do Aço, no distrito industrial de Santana do Paraíso, em Ipatinga, no Vale do Aço, a 216 km de Belo Horizonte.
As informações são da PM e dão conta que a aeronave havia acabado de decolar do aeroporto, quando aconteceu o acidente. Com a queda, o avião, um King Air B300 da Polícia Militar - Pégasus 17 PP-EJO, explodiu, formando uma enorme coluna de fumaça preta, que podia ser vista de longe.
Ao todo, duas viaturas dos bombeiros foram acionadas ao local. A identificação dos militares não foi revelada até o momento. A queda foi à margem do córrego Garrafinha, entre o muro do aeroporto e o loteamento Cidade Jardim.
Quem são as vítimas
Gabriel Emília Soares Lacerda Resende, de 35 anos
A primeira-tenente Gabriel Emília era mãe de duas crianças pequenas e havia acabado de retornar da licença-maternidade. Ela foi a primeira mulher em Minas Gerais habilitada como piloto de aeronaves de asas fixas do Comando de Aviação do Estado (ComAvE), da Polícia Militar.
Na quinta-feira (8), um dia antes do acidente, a corporação publicou uma homenagem à oficial nas redes sociais, celebrando seu retorno às atividades após a licença-maternidade.
“Depois de uma pausa para viver um dos momentos mais importantes de sua vida, a Tenente Emília retorna aos céus. Ser mãe. Ser piloto. Ser policial militar.
Três papéis, uma só mulher — e uma coragem que vai muito além do voo.
Bem-vinda de volta, Tenente Emília", escreveu a PMMG.
Luiz Fernando Silvestre, de 49 anos
O tenente-coronel Luiz Fernando Silvestre também morreu na queda da aeronave. Natural de Belo Horizonte, ele tinha 49 anos e integrava a Polícia Militar de Minas Gerais. O tenente-coronel deixa a esposa e três filhos.
Alice dos Santos, de 34 anos
A tenente Alice dos Santos tinha 34 anos, era natural de Governador Valadares, no Leste de Minas, e também estava a bordo da aeronave. Ela não tinha filhos e, assim como Gabriel Emília, acumulava mais de 300 horas de voo.
Cenipa vai investigar o caso
Em nota, a “Força Aérea Brasileira (FAB)” informou que investigadores do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) foram mobilizados para acompanhar o caso.
“Investigadores do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA III) — órgão regional do CENIPA, com sede no Rio de Janeiro (RJ) — foram acionados para realizar a Ação Inicial da ocorrência envolvendo a aeronave de matrícula PP-EJO, na Região Metropolitana do Vale do Aço (MG)”, diz o comunicado.
“Durante a Ação Inicial, profissionais qualificados e credenciados aplicam técnicas específicas para coleta e confirmação de dados, preservação de elementos, verificação inicial dos danos causados à aeronave ou pela aeronave, além do levantamento de outras informações necessárias à investigação”, completa o texto.
Segunda queda de avião
Uma queda de avião já havia sido registrada na manhã desta sexta-feira (9), em um pátio de manutenção do metrô, no bairro São Gabriel, em Belo Horizonte. O piloto, que era o único ocupante da aeronave, morreu carbonizado.
Segundo o Corpo de Bombeiros, na queda, a aeronave colidiu contra uma estrutura do galpão e com a fiação elétrica dentro do pátio. Ele caiu sobre os trilhos do metrô.
Foi necessário o uso de espuma mecânica (LGE) para conter as chamas nas asas do avião. O fogo não atingiu o galpão e nenhum vagão na linha férrea. Funcionários que estavam no pátio conseguiram sair sem ferimentos. As causas da queda serão investigadas.
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