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Alunos compartilham agulha em exame e vão parar no hospital

Estudante utilizou uma mesma agulha para fazer teste de glicemia durante feira de ciências em escola de Juiz de Fora (MG) e 84 alunos foram medicados 

Minas Gerais|Marina Avelar*, do R7, com Record TV Minas.

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Exame foi realizado durante feira de ciências
Exame foi realizado durante feira de ciências

Oitenta e quatro alunos de uma escola municipal em Juiz de Fora, a 262 km de Belo Horizonte foram parar no hospital durante a realização de uma feira de ciências na escola.

Uma aluna realizou teste de glicemia em diversas pessoas, mas a suspeita é de que a agulha utilizada no material tenha sido compartilhada nos demais exames feitos também nos outros alunos. O teste foi feito com caneta glicêmica, que possui uma espécie de agulha na ponta.


O exame, que é feito de forma simples e rápida, consiste em furar o dedo do paciente e retirar uma pequena amostra do sangue para calcular a quantidade de glicose na corrente sanguínea.

O gerente do departamento de DST, do Departamento Municipal de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST/Aids) e da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), Oswaldo Alves, informou o risco do exame realizado na feira de ciências.


— O material é descartável e o risco foi esse. Não houve o controle de saber se trocou ou não a agulha dessa caneta.

As pessoas que realizaram o teste na feira de ciências foram submetidos a exames médicos e foram medicadas. De acordo com Alves, que acompanhou os exames dos alunos, os resultados foram negativos para HIV e hepatites, mas o gerente ressaltou que os pacientes devem fazer um acompanhamento durante 90 dias.


— Todos receberem atendimento que cabiam à secretaria oferecer. Daqui a 30 dias será realizado outro e assim, sucessivamente, até completar 90 dias, e assim irão receber sua alta e com o diagnóstico fechado.

O caso está sendo investigado por um comitê de crise formado pela prefeitura. O comitê está ouvindo alunos e funcionários da escola para descobrir o que aconteceu. A Polícia Civil também investiga o caso.


De acordo com o secretário de comunicação da Prefeitura de Juiz de Fora, Ricardo Miranda, uma reunião foi feita com os pais e representantes de secretarias para esclarecer as dúvidas.

— Havia muitas dúvidas ainda em relação a medicamentos, que é mais o caso de precaução, mas havia dúvidas sobre efeito colateral.

*Estagiária do R7, sob supervisão de Pablo Nascimento

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