Após confronto com a PM, moradores de ocupação recorrem ao MP
Conflito entre integrantes da William Rosa e militares terminou com dois detidos
Minas Gerais|Márcia Costanti,do R7

Moradores da ocupação William Rosa, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, vão se reunir com representantes da Promotoria de Direitos Humanos do Ministério Público da cidade na tarde desta quinta-feira (8).
O principal motivo do encontro é apresentar críticas com relação ao confronto ocorrido entre os integrantes da comunidade e a Polícia Militar na noite de ontem (7). Segundo o movimento, o conflito terminou com duas pessoas detidas e dez feridos. Dois militares também tiveram que ser medicados.
A confusão ocorreu ontem por volta de 19h. Segundo a integrante do movimento Luta Popular, Vanessa Portugal, moradores do local marcaram uma assembleia de rotina, que aconteceria na av. Severino Balesteres. A PM, no entanto, alega que os membros da ocupação fecharam o trânsito e queimaram pneus, causando riscos para a população, já que há um posto de combustíveis no local.
Ainda conforme Vanessa, pouco depois do início da assembleia, uma viatura chegou ao local e os militares armados cercaram o grupo. Ela afirma que as lideranças da ocupação foram agredidas ao tentar negociar com os policiais.
— Eles estavam atirando muito de perto balas de borracha, perseguindo, correndo atrás, espancando mesmo.
A versão da PM é diferente: a corporação argumenta que os integrantes do protesto atiraram pedras, pedaços de madeira e fogos de artifício contra a guarnição, que revidou ao ataque. O confronto deixou dois policiais feridos: um deles teve um corte na testa e o outro sofreu um ferimento no braço. André de Jesus Clementino Santos, de 29 anos e Geraldo Ferreira de Souza, de 48, moradores do local, foram presos durante a manifestação. Os militares alegam que eles incentivavam o restante do grupo a prosseguir com o conflito.
Vanessa, no entanto, reforça que a ação foi violenta. Ela explica que a situação foi normalizada após negociação e a assembleia ocorreu normalmente. O objetivo da reunião era discutir sobre a falta de atendimento às crianças da ocupação no posto de saúde local.
— Nós achamos que isso [o confronto] é provocação da polícia, uma forma de intimidar os moradores.















