Após ser feito refém por quase 40 horas, economista é libertado e sequestradores presos na Grande BH
Vítima foi sequestrada na madrugada de domingo (30) e só encontrada na noite de segunda (1º)
Minas Gerais|Do R7 MG, com Record Minas


Um economista de 27 anos passou por quase 40 horas de terror após ter sido sequestrado no encontro entre as avenidas do Contorno e Amazonas, no bairro Santa Agostinho, na região centro-sul de Belo Horizonte. Vinícius Franco Flora foi abordado por dois homens armados depois de ir à uma festa e deixar um amigo em casa, no bairro Barroca, na região oeste da capital mineira, na madrugada do último domingo (30).
Em poucos minutos, a dupla abordou o economista e, por meio de ameaças de morte, obrigou a vítima a passar para o banco de trás do carro que conduzia. Em seguida, a vítima foi agredida com socos, chutes e coronhadas e ainda dopada.
O economista só acordou no cativeiro, onde teve os pés e mãos amarrados e ainda passou fome. Para comer uma maçã, por exemplo, o sequestrado teve que ajoelhar ao chão e rastejar até conseguir chegar perto do alimento.
Ao dar falta do economista, a família dele acionou os policiais da Divisão de Operações Especiais (Deoesp), que localizaram os dois sequestradores, Alberto Junior Vieira, de 20 anos, e Israel da Silva Lages, de 19, em Santa Luzia, na Grande BH, na noite dessa segunda-feira (1º). O paradeiro da dupla foi descoberto depois que os criminosos usaram o carro e o cartão bancário do economista para fazer compras.
Já detidos, os sequestradores levaram os policiais até a vítima, que foi abandonada em uma matagal da divisa de Santa Luzia e Ribeirão das Neves, também na região metropolitana. Vinícius foi encontrado muito ferido, com o olho roxo de tanto apanhar e com as mãos e pés ainda amarrados.
Segundo relatos do irmão do economista, o advogado Fabrício Franco Flora, de 25 anos, a família sofreu muito durante o tempo em que Vinícius ficou desaparecido e os sequestradores chegaram a fazer alguns contatos telefônicos pedindo o resgate. Em uma das ligações, os criminosos tentaram vender o carro da vítima para o irmão dele pelo valor de apenas R$ 3 mil.
Alberto Junior e Israel da Silva foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil. Durante depoimento, Alberto negou qualquer participação no crime e afirmou que Israel é o culpado por tudo.















