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Assassino confesso de criança é transferido para centro psiquiátrico

Família alegou que suspeito cometeu o crime após ter um surto de esquizofrenia; menina de 5 anos foi morta a facadas a caminho da escola

Minas Gerais|Pablo Nascimento, do R7

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Ieda ia para escola com a babá e o irmão quando foi morta
Ieda ia para escola com a babá e o irmão quando foi morta

O assassino confesso da menina de cinco anos que foi morta a facadas a caminho da escola, em Betim, na Grande BH, foi transferido para um centro de tratamento psiquiátrico do sistema prisional, nesta quinta-feira (31). Após a polícia prender M. E. P. N. S., de 25 anos, a família do jovem alegou que ele tem esquizofrenia e teria sofrido um surto no dia do crime.

Imagens de circuito de segurança mostram o momento do ataque, que aconteceu na manhã desta quarta-feira (30). No vídeo é possível ver M. E. P. N. S. saindo de uma padaria, às 6h23. O homem para na calçada e observa duas crianças passando com uma mulher, do outro lado da rua.


Segundos depois, o jovem atravessa a via, segue o trio e atinge Ieda Peres, de cinco anos, com uma facada nas costas. A babá Brenda de Andrade corre com a criança no colo, mas cai em seguida. Neste momento, o suspeito acerta mais dois golpes na menina, que morreu no local.

O suspeito foi controlado por populares até a chegada da polícia. De acordo com o delegado Otávio Luiz Carvalho, em depoimento, o jovem disse que matou Ieda depois de ter recebido um chamado de “entidades” sobrenaturais que mandavam ele matar uma criança.


— Ele alega que escultava vozes que falavam que ele teria que matar uma criança ou uma pessoa inocente.

A família do autor confessor declarou que o homem sofre com esquizofrenia e teria ido a uma consulta médica um dia antes do crime, quando foi aumentada a dose de medicamentos que ele deveria tomar.


O suspeito foi indiciado por homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e por não ter dado chance de defesa à vítima. Ele passará por exames que vão avaliar sua sanidade mental.

De acordo com a Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), o Camp (Centro de Apoio Médico Pericial), para o onde o suspeito foi levado, é uma “unidade do sistema prisional destinada à realização de perícias e internação para tratamento provisório”. O jovem ficará no local até uma nova decisão judicial.

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