Minas Gerais Audiência sobre caso de morte em abordagem na Vila Barraginha acontece nesta quarta (08)

Audiência sobre caso de morte em abordagem na Vila Barraginha acontece nesta quarta (08)

Durante a audiência, serão ouvidas as testemunhas de defesa e acusação, além do militar acusado de matar o homem

Marcos Vinícius Vieira Couto era suspeito de tráfico de drogas, segundo a PM

Marcos Vinícius Vieira Couto era suspeito de tráfico de drogas, segundo a PM

Reprodução/ Redes Sociais

Acontece nesta quarta-feira (08) no Fórum de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, a audiência de instrução do caso que apura a morte de Marcos Vinícius Vieira Couto, de 29 anos, morto durante uma abordagem policial na Vila Barraginha, também em Contagem.

Durante a audiência, serão ouvidas as testemunhas de defesa e acusação, além do militar acusado de matar o homem. À época, a Polícia Militar informou em coletiva de imprensa que não houve excesso na abordagem e que o policial efetuou os disparos porque a vítima teria resistido à abordagem e tentado tomar a arma do militar. Vídeos que constam no relatório da Polícia Civil, no entanto, não comprovaram essa versão da corporação. 

O laudo da PCMG esclarece que, tanto a ação do PM quanto a reação do homem não foram registradas ou foram registradas parcialmente devido à presença de um obstáculo físico, uma vez que eles estavam atrás de uma Kombi branca. Ainda conforme as investigações, a vítima estava com traços de bebida alcoólica, maconha e cocaína em seu organismo. 

O militar foi denunciado pelo MPMG (Ministério Público de Minas Gerais) por homicídio qualificado. Ele chegou a ser detido, mas foi liberado.

Entenda o caso

Marcos Vinícius Vieira Couto, de 29 anos, foi morto a tiros durante uma abordagem da Polícia Militar na noite do dia 16 de julho do ano passado, na Vila Barraginha, em Contagem, na Grande BH. Ele era suspeito de tráfico de drogas. 

Segundo a PM, a vítima tentou tomar a arma de um sargento, que reagiu e atirou três vezes contra ela. A abordagem aconteceu após a polícia receber um chamado para uma ocorrência de disparos de arma de fogo. Moradores teriam apontado que Marcos seria o autor dos disparos e dois PMs teriam o reconhecido como responsável pelo tráfico de drogas na região.

Imagens mostravam parte da ação, quando os militares levam Marcos para a parte da frente de uma Kombi e, logo depois, o sargento, de 47 anos, atira três vezes. É possível ver os disparos nas imagens, mas não é possível ver se o suspeito reagiu ou não.

Dois dias após o crime, a Polícia Militar de Minas Gerais concedeu coletiva de imprensa, onde a major Layla Brunnela, porta-voz da corporação, disse que os vídeos divulgados em redes sociais tinham indícios de edição. Ela disse, ainda, que os militares não cometeram excessos e que Marcos tinha um volume no bolso de trás, que seria uma arma

Parentes de Marcos, no entanto, negaram as falas da PMMG e disseram que ele estava em um bar e que levantou as mãos durante a abordagem, o que foi comprovado pelas imagens. 

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