Minas Gerais Áudio mostra troca de tiros entre PMs e quadrilha no interior de MG

Áudio mostra troca de tiros entre PMs e quadrilha no interior de MG

Morador da zona rural de Varginha afirma que confundiu tiroteio com 'fogos de artifício'; vizinhos não suspeitavam dos criminosos

  • Minas Gerais | Do R7, com Record TV Minas

Operação da PM terminou com 26 mortos

Operação da PM terminou com 26 mortos

Reprodução / Record TV Minas

Áudios registrados por moradores da zona rural de Varginha, a 320 km de Belo Horizonte, revelam o momento do confronto entre as Forças de Segurança e os suspeitos de integrar uma quadrilha. Ao todo, 26 pessoas morreram na operação.

Na gravação, é possível ouvir centenas de disparos em sequência, a grande maioria de metralhadora ou fuzil. No fundo, também é possível escutar os comentários surpresos dos vizinhos do local e até mesmo uma pessoa pedindo para sua mãe ficar afastada da confusão.

“Confundi com foguetes”

Um morador de um sítio vizinho ao local onde os criminosos trocaram tiros com a polícia conversou com a equipe da Record TV Minas. A testemunha, que prefere não se identificar, conta que acordou com o barulho dos disparos. Inicialmente, o homem acreditava estar ouvindo fogos de artifício.

— A gente pensou que era foguete. Eu levantei, tomei um remédio e, quando eu saí de casa, eu vi aquele tanto de policial na estrada. O barulho de tiro continuou por muito tempo.

Veja: Os 25 mortos de Varginha e as descobertas da polícia

O vizinho afirma que os criminosos estavam hospedados em um sítio na mesma rua em que mora. A testemunha afirma que já havia conversado com alguns deles e não desconfiava de nada.

— A gente passava ali, conversava com eles, cumprimentava. Não tinha como suspeitar. Como a gente vai saber? Aqui é muito sossegado, não passa na nossa cabeça que tem tanto bandido, tanta arma perto da gente.

26 mortos

Uma violenta troca de tiro deixou 26 mortos na madrugada de domingo (31), na área rural de Varginha, a 320 km de Belo Horizonte. Todos eram suspeitos de integrar uma quadrilha responsável por mega-assaltos a agências bancárias, crime conhecido como novo cangaço. Dentre os mortos, estava o caseiro do sítio, que seria responsável por guardar armas e esconder os explosivos que seriam utilizados no ataque.

O IML (Instituto Médico Legal) está usando um protocolo semelhante ao que foi usado na identificação de vítimas de Brumadinho para conseguir reconhecer os corpos dos suspeitos. O órgão pretende lançar os dados genéticos em um banco de dados nacional para descobrir se os criminosos já participaram de outras ações criminosas.

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