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Bebê com queimaduras é transferida do Acre para BH e família acusa hospital de negligência

Família acusa o hospital de negligência, já a unidade de saúde afirma que a bebê apresenta suspeita de epidermólise bolhosa

Minas Gerais|Fernanda Rodrigues, da Record Minas

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Hospital João 23 é reconhecido como referência nacional no atendimento a queimados Divulgação/Governo do Acre

Uma bebê recém-nascida com queimaduras nas pernas chegou ao Hospital João 23, em Belo Horizonte, vinda em uma UTI aérea da cidade de Rio Branco, capital do Acre, na tarde dessa quarta-feira (25). Aurora Maria Oliveira Mesquita nasceu em uma maternidade em Cruzeiro do Sul, cidade a mais de 600 km de Rio Branco, no último sábado (21).

O pai, Marcos Oliveira, conta que a bebê nasceu sem nenhum problema na pele e, inclusive, passou pelas consultas pediátricas no mesmo dia. No entanto, no domingo (22), Aurora foi levada para tomar o primeiro banho da vida e se queimou gravemente.


A família acusa o hospital de negligência, já a unidade de saúde afirma que a bebê apresenta suspeita de epidermólise bolhosa, uma doença rara, de origem genética, que provoca fragilidade da pele e formação de bolhas semelhantes a queimaduras.

Devido à gravidade do caso, a bebê foi transferida para Rio Branco na segunda-feira (23). Mesmo assim, os recursos do hospital não estavam sendo suficientes para tratar a menininha. Ela, então, foi transferida por uma UTI aérea para o Hospital João 23, já que a unidade é reconhecida como referência nacional no atendimento a queimados.


Em nota, o Governo do Acre disse que a escolha do Hospital em BH foi feita de forma técnica e “pensando no que há de melhor em termos de atendimento especializado”. O Governo do Acre também informou que a funcionária responsável pelo banho foi identificada e afastada temporariamente das atividades. O hospital também instaurou um Processo Administrativo Disciplinar para apurar o caso.

À família, a Secretaria de Saúde estadual ainda garantiu apoio psicossocial durante todo o tratamento. Segundo o pai, a bebê veio com a mãe no avião e o Governo do Acre pagou uma passagem em um avião comercial para que ele também viesse para a capital. No entanto, a família ainda não tem onde ficar na capital mineira e reclama da falta de apoio. “Se era para a gente ser tratado assim, porque viemos para Minas?”, reclamou.


O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da Promotoria de Justiça Cível de Cruzeiro do Sul, instaurou uma notícia de fato para apurar o caso. Os órgãos oficiados têm o prazo de dez dias para responder à solicitação do MPAC.

Ao hospital, o MPAC requisitou o prontuário médico completo da recém-nascida, incluindo registros de enfermagem e identificação de todos os profissionais envolvidos no atendimento; os protocolos operacionais adotados para o banho e higienização de recém-nascidos, com especificação dos controles de temperatura da água e equipamentos utilizados; e um relatório circunstanciado com a sequência dos fatos, medidas assistenciais adotadas e providências administrativas tomadas pela direção da unidade.


Além disso, o MPAC solicitou à Secretaria de Estado de Saúde do Acre, o detalhamento dos exames diagnósticos em andamento, identificação dos profissionais responsáveis e critérios técnicos utilizados para diferenciar entre epidermólise bolhosa e possíveis lesões provocadas por procedimentos inadequados; informações sobre providências administrativas adotadas para apuração do caso; o plano de acompanhamento à criança e à família, contemplando suporte psicológico, social e médico.

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