Cadeirante fica em ônibus de BH por mais de quatro horas após elevador de acessibilidade travar
Passageiro disse que esta não foi a primeira vez que o problema ocorreu e exigiu o conserto do veículo para descer
Minas Gerais|Gisele Ramos, da Record TV Minas

Um cadeirante precisou esperar quatro horas para descer de um ônibus coletivo no bairro Jardim Vitória, na região nordeste de Belo Horizonte, nesta sexta-feira (11), após o elevador de acessibilidade do veículo estragar.
Depois de uma manhã de trabalho, Wagner só queria voltar para casa. Pegou o ônibus no centro de BH, com destino ao Jardim Vitória. Quando chegou ao ponto de desembarque, percebeu que o elevador para cadeirante havia travado.
O ambulante decidiu que não iria descer do coletivo enquanto o elevador não fosse consertado. “A minha cadeira é pesada. Não pode pegar na mão. Eu quero descer normal. Eu estou aqui desde 10h30 da manhã. Estou até passando mal nesse sol quente”, lamentou o ambulante minutos antes de conseguir descer, por volta das 14h30. Segundo o passageiro, esta não foi a primeira vez que o problema ocorreu.
O motorista do ônibus foi obrigado a chamar um mecânico para fazer o conserto. A BHTrans (Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte S/A) esteve no local e recolheu o documento de autorização de tráfego do coletivo. A empresa de ônibus será autuada. O coletivo foi levado para a garagem e terá que passar por manutenção. Somente depois de uma nova perícia, poderá voltar a circular.
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Há um mês, a Prefeitura de BH sancionou a lei que autoriza o pagamento de subsídio de R$ 512 milhões às empresas de ônibus da capital mineira. Em contrapartida, foram exigidas melhorias no transporte.
Veja a nota do sindicato que representa as empresas de ônibus:
"O SetraBH lamenta o incidente com os clientes da linha 814 e informa que o veículo sofreu uma pane na plataforma elevatória depois do embarque do passageiro PNE. Sendo assim, precisou ser trocado por um carro reserva. Os passageiros foram conduzidos ao outro veículo para seguirem viagem em segurança.
Durante a transferência, foi oferecido ao passageiro PNE o seu desembarque de forma “auxiliada”, já que o elevador do ônibus havia travado. Entretanto, o passageiro PCc (“pessoa com deficiência”) se recusou ao desembarque com a ajuda de funcionários da empresa e disse que só sairia do veículo após a chegada da imprensa para o registro da ocorrência.
Mecânicos e técnicos da empresa foram encaminhados ao local para consertar o equipamento, mas foram impedidos pelo acompanhante do passageiro PcD que se sentou na plataforma elevatória. Depois de muito diálogo, o equipamento foi consertado e o passageiro PcD foi conduzido em segurança para fora do veículo. A empresa ofereceu o transporte do cliente até a sua residência, mas ele negou o auxílio."















