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Capitólio (MG) desobriga uso de capacete e colete durante visita aos cânions

Flexibilização foi possível após estudos no ponto turístico, diz prefeito; medida é anunciada quase dois anos após acidente

Minas Gerais|Pablo Nascimento, do R7

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Cidade se mobiliza por retomada econômica
Cidade se mobiliza por retomada econômica

A Prefeitura de Capitólio, a 270 km de Belo Horizonte, anunciou nesta sexta-feira (15) a flexibilização das restrições de acesso aos cânions da cidade. A decisão acontece quase dois anos após o deslizamento de uma rocha de 10 mil toneladas que matou 10 pessoas e deixou dezenas de feridos.

As mudanças estão relacionadas ao uso de capacetes e coletes salva-vidas no circuito dos cânions, que passa a ser opcional.


"Isso aqui só é possível porque, desde março de 2022, a gente tem feito o monitoramento diário dos cânions e, na semana passada, nós recebemos um novo estudo onde está sendo possível fazer algumas flexibilizações", explicou o prefeito Cristiano Geraldo da Silva. A reportagem pediu à prefeitura detalhes sobre a pesquisa a aguarda retorno.

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Apesar de deixar o uso facultativo, o decreto publicado pela prefeitura ressalta que "o uso de colete salva-vidas dentro das embarcações deve seguir as normas definidas pela Marinha do Brasil". O órgão federal ainda não se manifestou sobre o assunto.


O texto ainda sugere que o capacete serve para proteger o "crânio em caso de deslocamento de pequenos fragmentos e/ou quedas dentro da embarcação".

Outras restrições seguem em vigor, como limite de embarcações, necessidade de realização de estudos geológicos, interdição em casos de chuvas mais intensas, apresentação de termo de anuência dos visitantes após apresentar os riscos do passeio, interrupção da visita em qualquer ponto dentro do atrativo em caso de chuvas ou deslocamento de rochas.

A tragédia ocorrida durante um período chuvoso em Minas Gerais suspendeu a visitação aos cânions e afetou a economia local. Os passeios foram retomados, parcialmente, no dia 30 de março de 2022, seguindo regras.

A investigação da Polícia Civil sobre o caso concluiu que a queda foi um fenômeno natural. Assim, os investigadores não identificaram culpados.

Os cânions ficam no lago de Furnas, conhecido como "mar de Minas". O lago artificial banha 34 cidades da região do sudoeste mineiro em 1.440 km² de extensão.

Veja as imagens do deslizamento da rocha ocorrido em janeiro de 2022:

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