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Casal gay sofre ataque homofóbico em pichação de prédio

Vítimas foram até uma delegacia, mas não conseguiram registrar uma ocorrência

Minas Gerais|Do R7 com Record Minas

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Pichação foi feita em parede de prédio onde o casal mora em BH
Pichação foi feita em parede de prédio onde o casal mora em BH

Um casal homossexual sofreu preconceito no condomínio onde mora em Belo Horizonte. Eles foram alvos de uma pichação homofóbica na parede do prédio, onde estava escrito: "Morte aos viados e gays".

Após o fato, eles tentaram fazer um BO (boletim de ocorrência) junto a uma delegacia de Polícia Civil, mas foram informados de que não havia efetivo suficiente para registrar esse tipo de ocorrência. Além disso, os investigadores teriam dito que o casal precisaria de provas para registrar o fato


Diante das dificuldades, eles decidiram fazer um ofício denunciando o caso a todos os moradores do edifício e, em anexo, colocaram uma foto da pichação que foi feita contra eles. Além disso, a administração do condomínio informou que irá ceder as imagens das câmeras de segurança do prédio para que eles possam voltar à polícia.

Há cerca de dez anos juntos, o administrador de empresas, de 50 anos, o hoteleiro, de 45, contam que a situação gerou muita indignação e medo também.


— Porque, a partir do momento em que se fala em morte, a gente se sente ameaçado. E dentro da nossa casa.

Após o ato de vandalismo, funcionários do edifício limparam a parede do prédio, mas as marcas da pichação permaneceram.Mas, o casal conta que mora no local há cerca de quatro anos e que esta não foi a primeira vez que eles foram alvo de preconceito no condomínio.


— Meu carro já foi arranhado e também já esvaziaram os quatro pneus.

Inclusive, depois que a reportagem da TV Record deixou o prédio, o veículo do casal foi novamente alvo de vandalismo. O limpador do vidro traseiro foi arrancado, a lataria e o capô do carro também foram arranhados.

A Polícia Civil informou que a ocorrência não foi registrada porque as vítimas procuraram a Central de Flagrantes dois dias após o fato e, como existia muitas ocorrências mais recentes, o caso deles precisou esperar.

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