Casal nega ter praticado intolerância religiosa contra motorista na Grande BH
Segundo o casal, eles conversavam sobre um amigo e a motorista achou que falavam dela; passageiro diz estar sofrendo ameaças
Minas Gerais|Do R7, com Gisele Ramos, da Record TV Minas

O casal acusado de agredir uma motorista de aplicativo nega ter praticado intolerância religiosa contra ela. Eles também dizem estar recebendo ameaças de morte devido à repercussão do caso. A confusão aconteceu na madrugada deste domingo (27), em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte.
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O assistente fiscal Rodrigo Palhares Araújo e a microempreendedora Ana Clara Neri Silva voltavam de uma festa quando tudo aconteceu. A motorista de aplicativo Mariana Domingues Fidelis conta que estava ouvindo uma música religiosa e que o casal teria se incomodado. Ela então parou o carro em frente à UPA JK e pediu para que eles descessem, momento que a confusão teria começado.
Segundo o Boletim de Ocorrência, os três desceram do carro e começaram as discussões. Mariana filmou o casal, que pedia para que ela cancelasse a viagem. A guarda municipal chegou ao local após ouvir gritos de socorro.
Ana Clara Silva admite as agressões, mas alega que agiu em legítima defesa: “Ela bateu no meu celular e avançou em mim. Foi quando nós duas caímos no chão e começamos a nos agredir no chão. O Rodrigo entrou pra separar, foi quando ela começou a gritar socorro e em poucos minutos chegou a Guarda Municipal”.
O assistente fiscal nega ter agredido a motorista. “Eu me exaltei muito, mas em momento algum eu coloco a mão nela. Ela fala para eu não colocar a mão nela e no vídeo eu coloco a mão para o alto. Aconteceu a briga, mas foi de ambas as partes.”
O casal nega a denúncia de intolerância religiosa. “A gente estava em uma festa com alguns amigos nossos. E nessa festa tinha um amigo que se diz “crente”, mas que não segue nada o que o cristianismo diz. E nós estávamos conversando sobre isso, sobre a pessoa que diz seguir uma crença, mas que não faz nada do que aquilo prega. E aí, quando chegou em frente à UPA JK, ela parou o carro e falou que era pra gente descer porque estávamos ofendendo a religião dela”.
O casal foi levado para a delegacia, ouvidos e liberados. A motorista de aplicativo precisou de atendimento médico e fez exame de corpo de delito durante a tarde de domingo.
Rodrigo alega diz estar com medo após receber ameaças de morte e que, por esse motivo, ainda não conseguiu realizar o exame de corpo de delito.















