Caso Beatriz Vitória: morte de jovem de 27 anos teria sido premeditada, diz polícia
Equipe de investigação trata caso como feminicídio; dois suspeitos foram presos
Minas Gerais|Mariana Taveira, do R7 e Arnon Gonçalves, do R7
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A Polícia Civil de Minas Gerais informou que a morte de Beatriz Vitória, jovem de 27 anos encontrada morta em Jaboticatubas (MG) nessa quarta-feira (22), pode ter sido premeditada.
A declaração foi feita pelo delegado Alexandre Fonseca à RECORD Minas. Segundo ele, a cova em que o corpo da vítima foi enterrado foi preparada antes da execução de Beatriz. Assim, há a possibilidade de que o crime tenha sido planejado.
“Foi premeditado em relação à cova. A cova não era rasa, é de média a profundidade, e isso foi feito muito antes.”, alegou o delegado.
Os principais suspeitos do crime foram presos: o ex-namorado de Beatriz, Samuel Castro Melo, 18, e a atual namorada dele, Carla Luísa da Silva, 23.
Além disso, a Polícia Civil também investiga a participação de uma adolescente de 15 anos. De acordo com a investigação, a menor estava no carro no momento relacionado ao desaparecimento da vítima. Ela passou a colaborar com a investigação e indicou a região onde o corpo de Beatriz havia sido deixado.
Corpo foi encontrado em área de mata em Jaboticatubas (MG)
O corpo de Beatriz foi encontrado, nessa quarta-feira (21), em uma cova rasa em área de mata em Jaboticatubas, a 61 km de Belo Horizonte. A jovem estava desaparecida desde o dia 9 deste mês, quando saiu de um bar e entrou em um carro, no bairro Bom Jesus.
No dia do desaparecimento, Beatriz ainda alertou aos amigos “se eu não voltar, vem atrás de mim”. Depois disso, familiares se juntaram para fazer buscas pela região, com apoio da PC e do Corpo de Bombeiros. Ela ficou 20 dias desaparecida, até o corpo ser localizado.
Desaparecimento
Segundo familiares, Beatriz Vitória estava com os amigos em um bar no bairro Bom Jesus, no dia 9 deste mês. Pouco depois de chegar no estabelecimento, ela recebeu uma ligação. Bia teria contato para os amigos que iria se encontrar com uma pessoa em um carro na esquina próxima ao bar. Antes de ir, ela disse que se não voltasse em 5 minutos era para eles irem atrás dela.
O tempo combinado passou e nem sinal da jovem aparecer. Foi então que os amigos decidiram ir até o local que ela havia indicado, mas nem o carro e nem Beatriz estavam mais lá. “Ela recebeu vários telefonemas quando estava nessa mesa, de um número desconhecido que a gente ainda não sabe. Falou algumas frases suspeitas, e foi até o carro. Os meninos viram que ela demorou e foram atrás dela, e não achou mais ela”, conta Geovana Mota, irmã de Beatriz.
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