Minas Gerais Cefet  escolhe alunos a partir das notas do ensino fundamental

Cefet  escolhe alunos a partir das notas do ensino fundamental

Instituição decidiu abandonar provas por conta da pandemia; diretor do Cefet-MG acredita que novo método é mais justo

Cefet-MG não vai realizar provas neste ano

Cefet-MG não vai realizar provas neste ano

Reprodução / Record TV Minas

O Cefet-MG (Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais) decidiu não aplicar provas para a seleção de estudantes e vai escolher seus 2.218 novos alunos a partir do histórico escolar dos candidatos.

De acordo com um comunicado divulgado em janeiro, a seleção será feita por meio de uma análise do “percurso formativo” dos candidatos. Assim, a prova será substituída por uma verificação das notas tiradas pelos estudantes do 6º ao 8º ano do ensino fundamental. O 9º ano não foi considerado, já que ele foi cursado durante a pandemia da covid-19.

A mudança desagradou muitos candidatos, que vinham estudando há meses para a prova. O estudante Iago Fernandes, de 15 anos, chegou a fazer um cursinho preparatório para o exame, mas agora teme não conseguir uma vaga no curso de Desenvolvimento de Sistemas.

— Eu tenho abdicado de vários feriados e finais de semana para estudar e me dedicar para a prova. Eu esperava que esse mérito fosse reconhecido, mas não foi o que aconteceu. 

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O pai do jovem, Vander Alves da Silva, também foi aluno do Cefet e, assim como o filho, discorda da mudança no sistema de seleção. Ele considera a nova norma “desrespeitosa”.

— É um desrespeito você mudar as regras do jogo aos 45 minutos do segundo tempo. Muitos pais colocaram os filhos no cursinho, investiram nisso.

Decisão justa

O diretor-geral do Cefet-MG, Flávio Santos, explica que a mudança só foi tomada por conta da pandemia da covid-19. Ele esclarece que a classificação será mista e que, após a seleção dos alunos através do histórico de notas, as vagas serão sorteadas.

— Nós vamos escolher de 2 a 3 estudantes por vaga e, entre eles, será feito o sorteio. Muitos alunos não têm dinheiro para bancar um cursinho, por isso a medida é bastante justa.

Apesar das reclamações, Santos esclarece que a mudança é irreversível e que já foi aprovada por unanimidade pelo Conselho de Educação Profissional e Tecnológica. O próximo passo é a aprovação no CEPE (Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão).

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