Minas Gerais Chacina de Unaí: Ex-prefeito é condenado a 64 anos de prisão

Chacina de Unaí: Ex-prefeito é condenado a 64 anos de prisão

Antério Mânica é acusado de ser um dos mandantes da morte de três fiscais do trabalho e do motorista deles em 2004

  • Minas Gerais | Do R7

Ex-prefeito foi condenado 18 anos depois do crime

Ex-prefeito foi condenado 18 anos depois do crime

Record / Reprodução

Foi condenado a 64 anos de prisão o ex-prefeito da cidade de Unaí, no Noroeste do Estado, Antério Mânica. O réu é acusado pelo Ministério Público Federal de ser um dos mandantes da morte de três fiscais do trabalho e do motorista do Ministério do Trabalho em 2004, crime conhecido como “Chacina de Unaí”.

A condenação acontece após quatro dias de julgamento. Inicialmente, a pena deverá ser cumprida e regime fechado. O ex-prefeito poderá recorrer à decisão em liberdade.

O ex-prefeito já havia sido condenado a 100 anos de prisão em 2015, pelo Tribunal do Júri da Justiça Federal de Minas Gerais, mas em 2018, a Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª região anulou a sentença e determinou a realização de um novo julgamento.

O crime

A Chacina de Unaí aconteceu em 28 de janeiro de 2004, na zona rural da cidade mineira, que fica a a 590 km de Belo Horizonte, quando três fiscais do trabalho e o motorista do Ministério do Trabalho que os conduzia foram assassinados.

Um dia antes do crime, um carro igual ao da mulher do ex-prefeito foi visto durante um encontro entre os executores e os intermediários em um posto de combustíveis. O fato foi confirmado pelo motorista da quadrilha Willian Gomes, condenado a 56 anos por envolvimento no crime. Também foram identificadas ligações da fazenda de Mânica para a cidade onde morava um dos pistoleiros, em Goiás.

Ao todo, sete pessoas foram condenadas pelo envolvimento no crime. Dezoito anos depois, quatro deles respondem em liberdade. Todos conseguiram progressão de regime, mas dois voltaram a cometer crimes e tiveram a prisão em regime fechado decretada novamente – um deles está foragido, segundo o CNJ (Conselho Nacional de Justiça). Outras duas pessoas também estariam envolvidas na chacina, mas uma delas morreu e a outra teve o crime prescrito.

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