Minas Gerais Cliente negro é agredido e acusado de furto em supermercado em MG

Cliente negro é agredido e acusado de furto em supermercado em MG

Funcionário teria o acusado de roubar um par de botas; vídeo mostra o jovem supostamente comprando os sapatos em outra loja em Várzea da Palma

  • Minas Gerais | Natália Jael, da Record TV Minas

Um jovem negro de 27 anos denuncia ter sido agredido e acusado de furto por funcionários de um supermercado onde ele fazia compras, na cidade de Várzea da Palma, a 307 km de Belo Horizonte. O homem acredita que foi vítima de racismo.

Alex Júnior Alves de Souza, de 28 anos, conta que a confusão começou por causa do par de botas que ele usava quando foi abordado. Vídeos de um circuito de segurança mostram o jovem supostamente comprando, em outra loja, os sapatos que motivaram a briga.

Jovem diz que foi chamado de "negro ladrão"

Jovem diz que foi chamado de "negro ladrão"

Reprodução / Record TV Minas

Souza relatou à polícia que os funcionários do supermercado pediram a ele que levantasse os pés para comprovar que os sapatos não eram do estabelecimento. Como ele se recusou, foi retirado da fila do caixa e levado para uma sala, onde teria acontecido as agressões. A vítima ainda disse à reportagem que além do espancamento, ele teria sido chamado de “negro ladrão”.

— Juntaram dois [funcionários] e saíram me arrastando igual a um animal pelo corredor.

Uma cliente do supermercado tentou registrar as agressões. É possível ver no início da gravação o jovem sendo abordado por três homens. A filmagem é interrompida por um outro funcionário que tenta impedir a mulher de gravar.

Com hematomas no rosto e pelo corpo, Souza precisou buscar atendimento médico. O laudo confirmou que as lesões em foram causadas por agressões físicas.

Circuito de segurança

O circuito de segurança de outra loja de Várzea da Palma mostra Souza comprando um part de botas antes das agressões registradas. É possível ver na gravação que o jovem escolhe o calçado e depois vai até o caixa onde faz o pagamento no valor de R$ 34.

De acordo com o boletim de ocorrências, após a sessão de agressão, a gerente do supermercado pediu desculpas à vítima e disse que ela poderia levar as compras sem pagar para amenizar os danos causados.  A reportagem tentou falar com os representantes do supermercado acusado da violência, mas as ligações não foram atendidas.

A Polícia Civil informou que já abriu um procedimento para investigar as circunstâncias do fato. Os envolvidos serão intimados para depoimento.

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