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Confundido com maníaco, idoso espera indenização há 5 anos

Paulo Antônio da Silva passou 5 anos e sete meses preso em regime fechado; há cinco anos ele espera o pagamento de R$ 2 milhões como reparação

Minas Gerais|Lucas Pavanelli, do R7, com Gisele Ramos, da Record TV Minas

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Com 73 anos, Paulo Antônio da Silva aguarda há cinco pagamento de indenização
Com 73 anos, Paulo Antônio da Silva aguarda há cinco pagamento de indenização

Depois de ter sido condenado injustamente por estupro, ter passado cinco anos e sete meses na prisão e outros 11 anos em regime domiciliar, o ex-porteiro Paulo Antônio da Silva, espera, há cinco anos, receber uma indenização que nunca veio e que ainda deve demorar a chegar.

Em 1997, Paulo Antônio foi confundido com o ex-bancário Pedro Meyer Ferreira Guimarães, o "Maníaco do Anchieta", condenado por um de 16 casos de abusos que aconteceram na década de 90 no bairro nobre da região Centro-Sul de Belo Horizonte, quando uma das vítimas o reconheceu.


Homem confundido com maníaco fica preso mais tempo que culpado

Por decisão da Justiça, o ex-porteiro foi condenado a 30 anos de prisão. Em 2013, conseguiu provar sua inocência, quando Meyer se entregou após ter sido reconhecido por uma vítima abusada por ele 16 anos antes.


Como reparação pelo tempo privado de liberdade, Paulo entrou com um pedido de indenização de R$ 2 milhões, que foi concedido em 2014. No entanto, cinco anos depois da decisão judicial, ele ainda espera pelo pagamento.

De acordo com o advogado que o representa na ação, Júlio César Martins Dias, o Estado é lento para fazer a reparação. 


— O Estado já está comprovado que deve, mas agora nós vamos entrar em uma fila para ver quando é que vai chegar a data do seu Paulo receber. E nós temos notícia de que as precatórias que estão sendo pagas são de 2002. Ou seja, o seu Paulo vai ter que esperar. 

Aos 73 anos, com parte da visão comprometida e vivendo com um salário mínimo em uma casa simples no bairro Ribeiro de Abreu, na capital mineira, seu Paulo viu, nesta semana, o verdadeiro culpado pelo crime que ele foi condenado ser colocado em liberdade condicional depois de passar, praticamente, o mesmo tempo que ele na prisão.


Condenado a 11 anos pela Justiça mineira, Pedro Meyer teve sua pena revista para nove anos e cumpriu os dois terços da pena, suficientes para ganhar a liberdade condicional.

— Minha mãe faleceu comigo preso. Eu pensava até em suicidar, pensava que o mundo tinha acabado para mim. Ficou uma sequela, na minha vida, de sofrimento. Esquecer das injustiças não vai ser fácil não. 

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