Contágio de doença misteriosa deve ter ocorrido em BH, diz Governo

Uma pessoa morreu e outras seis seguem internadas após apresentarem quadro de insuficiência renal aguda e alterações neurológicas

Exames laboratoriais tentam descobrir causa da doença

Exames laboratoriais tentam descobrir causa da doença

Reprodução / Pixabay

Representantes do Ministério da Saúde acreditam que Belo Horizonte seja a cidade onde ao menos sete pessoas foram contaminadas por uma doença ainda não identificada que causa insuficiência renal aguda e alterações neurológicas nos pacientes.

Técnicos do órgão foram encaminhados à capital mineira para compor uma força-terefa que vai investigar a origem da enfermidade.

Um homem morreu, nesta terça-feira (7), em Juiz de Fora, a 270 km de BH, vítima de complicações do quadro. Outros seis seguem internados em hospitais particulares na capital.

Paschoal Demartini morreu em Juiz de Fora (MG)

Paschoal Demartini morreu em Juiz de Fora (MG)

Reprodução / Record TV Minas

Paschoal Demartini Filho, de 55 anos, o único doente que morreu, morava com a família em Ubá, a 240 km de Belo Horizonte. O homem passou mal enquanto estava de folga na casa de uma filha no bairro Buritis, na região Oeste de BH. Segundo a Associação de Moradores do bairro, ao menos outros três doentes vivem na vizinhança.

Todos os pacientes são homens com idades entre 23 e 76 anos e apresentaram sintomas como náusea, vômito, dor abdominal, paralisia facial, vista borrada e cegueira total ou parcial.

Além de Demartini Filho, segundo a Ses (Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais), cinco pacientes são de BH e um deles de Nova Lima, na Grande BH. Um deles é o professor universitário professor universitário Cristiano Mauro Assis Gomes, internado no CTI (Centro de Tratamento Intensivo).

Investigação

Após o registro dos casos, a Ses determinou que todos os médicos do Estado alertem à pasta em até 24 horas sobre pacientes que apresentem algum dos sintomas relatados.

As investigações sobre a origem da doença estão a cargo da força-tarefa formada por representantes de órgãos públicos municipais, estaduais e federais. A Polícia Civil também analisa uma possível relação criminosa.