Coronavírus muda rotina até em canteiros de obras em Minas Gerais
Setor da construção civil é considerado essencial e atividades serão mantidas durante a pandemia; empresas precisam adotar medidas de prevenção
Minas Gerais|Ana Gomes, Do R7

Há 10 anos trabalhando como almoxarife de obras, Vinícius Costa viu sua rotina mudar consideravelmente pela primeira vez devido à pandemia do novo coronavírus. O setor da construção civil é considerado essencial e não pôde ter as atividades paralisadas durante a emergência, no entanto, as empresas tiveram que se adequar para continuar funcionando.
— Na verdade, a obra toda mudou muito. No meu setor, foi a maior mudança. Agora, esterilizamos todos as ferramentas e equipamentos elétricos de uso compartilhado.
Além desta nova rotina, o profissional e todos os seus colegas de trabalho têm a temperatura medida no início da jornada. Para reforçar a higiene foi disponibilizado álcool em gel e máscaras. Outras mudanças foram a alteração dos horários dos funcionários – a cada 20 minutos, um grupo de cinco pessoas chega ao trabalho para evitar aglomerações – e o distanciamento de pelo menos 2 metros durante a execução das atividades. O vice-presidente do Sinduscon-MG (Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais), Lucas Guerra Martins, afirma que as medidas foram necessárias para manter a segurança dos funcionários.
— A construção civil é atividade essencial e a indústria não pode parar. Utilizamos de todas as formas para minimizar o risco de contaminação. Visando o bem-estar do funcionário.
Desde o dia 20 de março, após o decreto publicado pelo governador Romeu Zema (Novo), o funcionamento das atividades com o potencial de aglomerações de pessoas foi limitado em Minas Gerais. Foram mantidas, apenas, as consideradas essenciais como serviços de saúde, segurança, comunicação, farmácias e supermercados.
Impactos na economia

Bruno Magalhães, engenheiro civil e proprietário de uma construtura, também precisou adotar todas as medidas de prevenção na rotina da empresa.
— A pandemia existe. É um fato. Temos que tomar todos os cuidados, mas é necessário que algumas atividades continuem.
Assim como boa parte do empresariado do Brasil, Magalhães já se preocupa com os efeitos financeiros que a pandemia pode deixar no mercado.
— A construção civil tem uma grande importância social por ser o segundo setor que mais emprega no Brasil e cujo os seus trabalhadores estão na grande maioria na base da pirâmide social, com renda mais baixa. Uma paralisação qualquer e a possibilidade de desemprego, trariam um desequilíbrio grande no país.
A incerteza do futuro também é uma preocupação do almoxarife Vinícius Costa.
— Não sei como as coisas vão ficar. Tudo está mudando. Eu sou o pilar da minha família e para mim é muito importante continuar trabalhando.















