Minas Gerais CRM ainda apura caso de médico que dava atestado contra máscara

CRM ainda apura caso de médico que dava atestado contra máscara

Há sete meses, Conselho abriu apuração sobre conduta de Sérgio Marcussi, que oferecia atestados em suas redes sociais

Médico responde a apuração no CRM-MG

Médico responde a apuração no CRM-MG

Reprodução/Record TV Minas

Sete meses depois de abrir um procedimento para investigar a conduta de um médico que estaria fornecendo atestado para que pessoas pudessem andar sem máscara nas ruas de Belo Horizonte, o CRM-MG (Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais), ainda não chegou a uma decisão sobre o caso. 

De acordo com o regulamento do Conselho, o prazo de investigação de uma comissão de sindicância é de seis meses

O CRM-MG abriu, em outubro, um procedimento contra o médico Sérgio Marcussi depois que outros profissionais denunciaram ao Conselho que ele divulgou, em suas redes sociais, que estaria fornecendo atestados médicos para quem quisesse andar nas ruas sem a utilização de máscaras para prevenção ao contágio da covid-19. 

Na ocasião, Marcussi, respondeu a uma publicação do deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ), que chamou a máscara de "focinheira ideológica". De acordo com o próprio médico, somente naquele dia, ele havia assinado 20 atestados médicos para essa finalidade. 

Em uma outra postagem, Sérgio Marcussi afirmou que os interessados poderiam entrar em contato com a sua clínica e enviar os dados pessoas para a confecção do atestado. 

"Luta diária": médico respondeu a postagem do deputado Daniel Silveira

"Luta diária": médico respondeu a postagem do deputado Daniel Silveira

Reprodução/Redes Sociais

De acordo com a Lei 14.019/20, a obrigação do uso da máscara "será dispensada no caso de pessoas com transtorno do espectro autista, com deficiência intelectual, com deficiências sensoriais ou com quaisquer outras deficiências que as impeçam de fazer o uso adequado de máscara de proteção facial, conforme declaração médica, que poderá ser obtida por meio digital, bem como no caso de crianças com menos de 3 (três) anos de idade."

Depois da repercussão do caso, o ginecologista e nutrólogo, que atende em um prédio localizado na Savassi, na região Centro-Sul de BH, apagou sua conta da rede social, onde costumava fazer posts sobre os polêmicos atestados.

Outro lado

Em nota, o CRM-MG afirmou que uma sindicância foi instaurada para apuração dos fatos e que os procedimentos correm sob sigilo.

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