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Decisão de juiz para abertura de bares contraria Tribunal de Justiça

Prefeitura de Belo Horizonte aguarda julgamento de recurso contra liminar do juiz Wauner Machado, que permite a abertura de bares e restaurantes 

Minas Gerais|Lucas Pavanelli, do R7

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Tj decidiu sobre comércios essenciais recentemente
Tj decidiu sobre comércios essenciais recentemente

A decisão do juiz Wauner Machado, que determinou a abertura de bares, restaurantes e lanchonetes em Belo Horizonte, contraria uma decisão do próprio TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais) tomada há menos de 15 dias.

No dia 9 de julho, a desembargadora Márcia Milanez determinou que 679 municípios mineiros, que ainda não tinha aderido ao programa Minas Consciente, do governo estadual, adotassem as regras da Deliberação 17 do Comitê de Enfrentamento à Covid-19. Ou seja, em que somente os estabelecimentos considerados essenciais poderiam funcionar. 

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Na prática, a decisão impõe a todos os municípios com regras de flexibilização do comércio menos rígidas que as propostas pelo Minas Consciente, deveriam se adequar ao programa. 

Onda Verde

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A região Central, onde está localizada a cidade de Belo Horizonte, bem como a região metropolitana está classificada na Onda Verde, conforme os critérios do programa do Governo de Minas. Nessa etapa, somente os serviços considerados essenciais podem abrir. 

Bares, restaurantes e lanchonetes podem funcionar, mas apenas nos sistemas de delivery ou para retirada no local, sem consumo interno, como já ocorre em Belo Horizonte, conforme as determinações da prefeitura. 

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Dessa forma, ao permitir a abertura desses estabelecimentos, o juiz Wauner Machado contraria até a decisão da desembargadora Márcia Milanez no início do mês.

Recurso

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O Tribunal de Justiça ainda não analisou o recurso do Executivo municipal, que pretende derrubar a decisão de Machado. A Prefeitura de Belo Horizonte só foi notificada oficialmente da decisao do juiz nesta terça-feira (21).

O Conselho Municipal de Saúde também acionou a Justiça para tentar derrubar a decisão.

Decisão

O juiz Wauner Machado acatou liminarmente um mandado de segurança coletivo impetrado pela Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) e suspendeu os efeitos de um decreto municipal de 8 de abril, que proibia o funcionamento de diversos tipos de estabelecimento, entre eles, os bares, restaurantes e lanchonetes.

Esse tipo de comércio está fechado na capital mineira desde o fim de março, podendo funcionar para delivery e no sistema de retirada no local. 

No texto da decisão, o juiz Wauner Machado critica o prefeito Alexandre Kalil e diz que ele "exerce a tirania de fazer leis por decretos, ao bel prazer dele e de seus técnicos da saúde, sem qualquer participação dos cidadãos através de seus parlamentares, como se fossem os únicos que detivessem os dons da inteligência, da razão e da temperança e não vivessem numa democracia".

Para o juiz, "a maioria está cega pelo medo e o desespero, que diariamente lhe é imposta pela mídia com as suas veiculações", afirma na decisão.

Belo Horizonte registrou, nesta terça-feira, o recorde no número de mortos por covid-19. Foram 35 óbitos confirmados pela secretaria municipal de saúde. Ao todo, são 378 mortes na capital mineira e mais de 14 mil casos. 

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