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Delegado aciona Ministério Público para nomear cuidador para jovem tetraplégico agredido pela mãe

Rapaz, que está sob os cuidados do padrinho, está "desesperado" e passando dificuldades

Minas Gerais|Márcia Costanti, do R7 MG

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Jovem filmou a violência: ele foi agredido com socos e pontapés
Jovem filmou a violência: ele foi agredido com socos e pontapés

Desde que Tilma das Graças Teles, de 53 anos, foi presa suspeita de agredir o filho tetraplégico Brian Teles, o jovem vem passando por dificuldades financeiras. De acordo com o delegado responsável pelo caso, Ésio Viana, o rapaz, que está sob os cuidados de um padrinho, precisa de um cuidador, mas não tem condições de pagar pelo profissional. Para tentar solucionar o problema, Viana vai acionar o Ministério Público e deve pedir ajuda ainda à Defensoria Pública.

— Vou acionar o Ministério Público para que seja nomeado imediatamente um cuidador para ele, porque ele é incapaz e requer cuidados especiais. Ele está bem desesperado.


Ainda de acordo com o delegado, embora o padrinho de Teles ofereça ajuda, o homem também não tem como arcar com as despesas do tratamento do afilhado.

Viana segue apurando o caso e acredita na omissão de familiares e pessoas externas, que possivelmente sabiam das agressões da mãe contra o jovem. Ele prefere, no entanto, não revelar quem são os suspeitos para não atrapalhar as investigações.


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O caso

Tilma foi detida no dia 7 de maio, depois que o filho conseguiu denunciar a violência. Para isso, o jovem contou com a ajuda da própria agressora. Ele pediu para que ela instalasse um equipamento, alegando que queria ver um vídeo. A mulher não sabia, mas, na verdade, estava acionando a câmera que gravou a tortura.


Nas imagens Tilma aparece dando socos, tapas e até enforcando o próprio filho. O rapaz contou ao delegado que a relação dos dois era “normal” até dezembro de 2011, quando ele sofreu um acidente e ficou tetraplégico.

Segundo a polícia, a pena prevista para o crime de tortura é de no máximo dois anos, mas nesse caso, por envolver violência familiar e ter sido contra uma pessoa incapacitada, ela pode ser aumentada em até 1/3.

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