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Deputada diz que foi chamada de "miliciana" por agente de aeroporto

Xingamento teria sido feito durante revista em Confins (MG); momentos depois, Alê Silva (PSL-MG) precisou ser retirada do avião

Minas Gerais|Pablo Nascimento, do R7

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Deputada diz que havia uma tesoura na mala
Deputada diz que havia uma tesoura na mala

A deputada federal Alê Silva (PSL-MG) afirmou ter sido chamada de "miliciana" e "genocida" por uma atendente durante revista no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, na região metropolitana, nesta terça-feira (25).

Em nota enviada à reportagem, a parlamentar afirmou que a situação a motivou a não autorizar inspeção em sua mala. A deputada se dirigiu diretamente ao avião e precisou ser retirada da aeronave pela Polícia Federal para bagagem passar por vistoria.

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"No detector de metais, uma atendente que trabalha em uma empresa que presta serviço ao aeroporto disse que iria abrir a mala da deputada. A atendente disse que isso era uma “revista aleatória”. A Deputada abriu a mala, sendo a atendente colocar a mão sobre a mesma e disse: “Mala de miliciana e genocida tem que ser revistada com cuidado", afirmou a equipe de Alê Silva.

A BH Airport, que administra o terminal, e a Polícia Federal não comentaram sobre a acusação da parlamentar. Segundo a administração do aeroporto, durante inspeção dos objetos de mão de Alê Silva "foi identificado um item proibido para ingresso em Área Restrita de Segurança e a bordo de aeronaves, sendo necessário o encaminhamento para a inspeção física da bagagem", o que a deputada teria se recusado a fazer.

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Em seguida, segundo a BH Airport, a Polícia Federal foi acionada. "Após autorização do comandante da aeronave, de forma a não comprometer a programação de decolagem, a PF procedeu à fiscalização de rotina da referida bagagem, sendo encontrado objeto não permitido em voos. O objeto foi retirado da bagagem, e a passageira foi autorizada pelo comandante a seguir viagem", destacou a PF. Segundo a deputada, o objeto era uma tesoura infantil que ela desconhece a origem.

Veja a íntegra da nota da deputada federal Alê Silva:

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"A Deputada Federal Alê Silva estava na manhã de hoje, 25 de maio, no Aeroporto de Confins, em Belo Horizonte, para voar com destino a Brasília.

No detector de metais, uma atendente que trabalha em uma empresa que presta serviço ao aeroporto disse que iria abrir a mala da deputada. A atendente disse que isso era uma “revista aleatória”.

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A Deputada abriu a mala, sendo a atendente colocar a mão sobre a mesma e disse: “Mala de miliciana e genocida tem que ser revistada com cuidado”. A deputada após esses dizeres se calou, fechou a mala e foi em direção ao portão de embarque.

Após o embarque, a deputada realizou uma ligação para o seu chefe de gabinete, para que entrasse em contato, como de fato tentou, com a Delegacia da Polícia Federal do Aeroporto de Confins para dizer do ocorrido e também para falar que estava tudo bem com ela e que já estava dentro da aeronave, mas que não deixaria a atendente revistar a sua mala sem a presença de policiais. Porém, apesar das tentativas, a PF não atendeu ao telefone.

Neste meio tempo, dois policiais federais adentraram na aeronave e com muita truculência fizeram a deputada descer do avião e levar a mala até o local de revista.

Depois de revistada, foi encontrada uma tesoura cor de rosa infantil. No momento a Deputada achou que o artefato fosse de sua filha, mas depois de indagada a adolescente, essa disse que não, sendo que a Deputada então desconhece como que a tesoura foi parar lá.

Tendo em vista dos fatos, já estão sendo providenciadas as medidas cabíveis junto a ANAC (Agencia Nacional de Aviação Civil) que tem responsabilidade objetiva e solidária em relação à funcionária da empresa terceirizada. Ademais, a notificação oficial junto à empresa será também realizada sobre o fato ocorrido.

Ainda, uma ação será ajuizada na corregedoria da Polícia Federal, tendo em vista que foi tentado contato via telefone no aeroporto com a negativa de atendimento e resposta. Destaca-se também o modo de abordagem, que foi mediante truculência e abuso de poder, por parte dos policiais ao constranger a deputada."

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