Ecstasy e anfetamina: Polícia Civil encontra drogas no exame de urina de capitã da PM morta em BH
Capitã morreu no último dia 21 e sargento da PM foi preso suspeito de feminicídio
Minas Gerais|Raquel Penaforte

O Laboratório de Toxicologia do Instituto Médico Legal de Belo Horizonte (IML-BH) encontrou ecstasy e anfetamina na urina da capitã da Polícia Militar Michele Leão Azevedo.
A policial morreu no último dia 20 de julho, aos 41 anos, e o companheiro dela, sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, foi preso, suspeito de feminicídio e tráfico de drogas.
As substâncias metilenodioxianfetamina (MDA) e metilenodioximetanfetamina (MDMA) foram encontradas no exame realizado três dias após o óbito.
A amostra também passou por testes para identificar a presença de medicamentos e outras drogas — como cocaína, maconha, metanfetamina, morfina, metadona, benzodiazepínicos e anfetaminas.
Na noite do crime, a vítima teria saído de casa, no bairro Santa Cruz, região leste de Belo Horizonte, e deu entrada já sem vida no Hospital Odilon Behrens, localizado na região noroeste da capital.
Eduardo alegou que Michele caiu de uma escada após consumirem álcool e drogas durante uma festa no apartamento naquele dia. No entanto, testemunhas afirmaram que discussões eram constantes no local.
Durante o atendimento médico, Eduardo tentou descartar comprimidos de ecstasy no banheiro, mas foi flagrado e preso por um tenente. A polícia investiga o caso como feminicídio devido a indícios de violência doméstica: manchas de sangue e objetos quebrados no apartamento.
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