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Empresário acusado de matar gari durante coleta de lixo em BH irá a júri popular

Justiça também manteve prisão preventiva de Renê da Silva Nogueira Júnior; crime aconteceu no dia 11 de agosto de 2025

Minas Gerais|Maria Luiza Reis, do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Justiça de Minas Gerais decidiu levar a júri popular Renê da Silva Nogueira Júnior, acusado de matar o gari Laudemir de Souza Fernandes em Belo Horizonte.
  • O crime ocorreu em 11 de agosto de 2025, durante uma coleta de lixo, quando Renê disparou contra a vítima após se irritar com o trânsito.
  • O juiz considerou que o homicídio foi praticado por motivo fútil e com recurso que dificultou a defesa da vítima.
  • A prisão preventiva de Renê foi mantida para garantir a ordem pública e a gravidade do crime, que será julgado pela Câmara dos Deputados.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Renê permanecerá preso até o julgamento Reprodução/RECORD

A Justiça de Minas Gerais decidiu levar a júri popular Renê da Silva Nogueira Júnior, acusado de matar a tiros o gari Laudemir de Souza Fernandes durante uma coleta de lixo no bairro Vista Alegre, em Belo Horizonte. A decisão foi divulga nesta quarta-feira (28).

O crime aconteceu na manhã de 11 de agosto de 2025, em plena via pública. Segundo a denúncia do Ministério Público, Renê se irritou com uma retenção momentânea no trânsito causada pelo caminhão de limpeza urbana, sacou uma arma de fogo e atirou contra o trabalhador, que morreu ainda no local.


Crime por motivo fútil

Segundo a decisão, há indícios suficientes de que o homicídio foi praticado por motivo fútil e com recurso que dificultou a defesa da vítima, que foi atingida de surpresa enquanto trabalhava.

A Justiça, no entanto, entendeu que não há elementos para manter a qualificadora de perigo comum, inicialmente apontada pelo Ministério Público, já que não ficou comprovado risco concreto a um número indeterminado de pessoas.


Dinâmica do assassinato

Segundo as investigações, Renê deixava sua casa quando encontrou o caminhão de coleta ocupando parte da via. Mesmo após ser orientado pelos garis sobre como seguir caminho, ele se exaltou.

Ainda dentro do carro, o acusado teria apontado a arma para a motorista do caminhão e feito ameaças: “Se você esbarrar no meu carro eu vou dar um tiro na sua cara, duvida?”, conforme relato registrado nos autos.


Após conseguir passar com o veículo, Renê teria parado novamente, descido do carro armado e efetuado um disparo que atingiu Laudemir de Souza Fernandes, que carregava um saco de lixo e se aproximava do caminhão. O tiro atingiu a região abdominal do trabalhador, causando a morte.

Provas e investigação

A decisão judicial destaca um conjunto robusto de provas, incluindo:


  • Laudo de necropsia, que confirmou morte por disparo de arma de fogo;
  • Perícia balística, que vinculou a munição ao armamento utilizado;
  • Imagens de câmeras de segurança;
  • Depoimentos de testemunhas presenciais e de policiais;
  • Confissão extrajudicial do réu, posteriormente negada em juízo.

A Justiça também considerou relevante o fato de o acusado ter tentado induzir a investigação ao erro, ao pedir à esposa, uma delegada da Polícia Civil, que entregasse à polícia uma arma diferente da utilizada no crime.

Além do homicídio qualificado, Renê também será julgado pelos crimes de:

  • Posse ilegal de arma de fogo;
  • Ameaça, contra a motorista do caminhão de lixo;
  • Fraude processual tentada, por tentar interferir na perícia.

Todos os crimes serão analisados pelo Tribunal do Júri, conforme prevê a legislação.

Prisão mantida

A juíza negou o pedido da defesa para revogar a prisão preventiva. Segundo a decisão, a custódia é necessária para garantir a ordem pública, a aplicação da lei penal e diante da gravidade concreta do crime.

“O episódio revela extrema censurabilidade, pela frieza da conduta, pela indiferença em relação à vida humana e pelo contexto em que ocorreu, durante o exercício regular do trabalho da vítima”, afirmou a magistrada.

Com a decisão, o processo segue agora para uma das varas do Tribunal do Júri de Belo Horizonte, onde Renê da Silva Nogueira Júnior será julgado pelos jurados.

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