Empresários investigados por sonegar R$ 300 milhões são presos em Belo Horizonte
Space Minas e Eco Mix fraudavam documentos para não pagar imposto
Minas Gerais|Do R7

Os empresários Jairo Cláudio Rodrigues, dono da Space Minas, e Diego Vinícius Silva, da Eco Mix, foram presos nesta quinta-feira (30) durante a operação "Dono do Mundo", organizada pelo Ministério Público para combater fraudes tributárias. Rodrigues estava internado no Biocor, em BH, e passou a receber escolta policial. O outro empresário foi preso em casa.
O irmão de Jairo Rodrigues é procurado pelos policiais. O empresário chegou a ficar detido durante uma semana na primeira fase da operação.
Eles são investigados por sonegar R$ 300 milhões em ICMS em Minas nos últimos quatro anos, com uma movimentação total de R$ 1 bilhão. As empresas atuam no ramo atacadista de alimentos e bebidas e se aproveitavam de filiais em outros estados para burlar o recolhimento de impostos sobre as mercadorias, com alíquotas de 18% a 25% em Minas. Uma das fraudes consistia em registrar o produto em Goiás, onde o ICMS é de 7%.
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Depois das primeiras fases da operação, quando já era alvo da Receita Estadual e do MP, a Space Minas transferiu a fraude para a Eco Mix, com a participação de um sócio "laranja", Diego Silva, o que ficou comprovado com a análise da documentação apreendida.
Segundo o promotor Renato Fróes, a migração dos negócios fraudulentos ocorreu após a atuação à Space Minas. No ano passado, a receita da Eco Mix saltou de R$ 11 milhões para R$ 50 milhões, sem o devido recolhimento do imposto.
— Conseguimos, a partir de um trabalho conjunto minucioso com a Secretaria de Fazenda, comprovar a sucessão da fraude. Demonstramos que ela se deslocou para uma terceira companhia, que, a princípio, não levantaria qualquer suspeita, mas que nada mais é que uma empresa usada para instrumentalizar a sonegação fiscal por parte do grupo econômico criminoso identificado anteriormente.
O promotor de Justiça Mário Higuchi Junior, afirmou que, em torno da Space Minas há cerca de 25 empresas satélites que também podem ter funcionado como laranjas.
— Solicitamos a indisponibilidade de contas bancárias das empresas, dos sócios, inclusive de bens que foram transferidos a terceiros, para avançar nas investigações.















