Minas Gerais Empresas vão reduzir o número de viagens de ônibus em BH

Empresas vão reduzir o número de viagens de ônibus em BH

Companhias afirmam que, fora do horário de pico, só vão ofertar o serviço de acordo com a disponibilidade financeira

  • Minas Gerais | Pablo Nascimento, do R7

Empresas alegam colapso financeiro

Empresas alegam colapso financeiro

Adão de Souza/PBH

As empresas de ônibus de Belo Horizonte anunciaram, nesta quinta-feira (28), que vão revisar o número de viagens ofertadas na cidade.

Um comunicado do consórcio de operadoras informa que, fora dos horários de pico, o serviço só será ofertado de acordo com a disponibilidade financeira.

A mudança já começa a valer nesta sexta-feira (29), mas as companhias ainda não anunciaram qual será o número de viagens em cada uma das linhas.

"Em respeito aos usuários do sistema público de transporte da Capital Mineira, o número de viagens ofertadas nos horários de pico dos dias úteis não será, inicialmente, afetado, sendo certo que os ajustes se iniciarão nos horários fora do pico dos dias-úteis, em todos os horários noturnos e, ainda, nos sábados, nos domingos e nos feriados", destacou a nota.

"O número de viagens ofertadas diariamente será proporcional aos recursos financeiros gerados pelo sistema e que sejam suficientes para cobrir seus custos", completou.

As empresas alegam dificuldade financeira causada pelos recentes aumentos dos custos e a falta de reajuste no valor da tarifa de ônibus desde 2018. O consórcio também destaca a decisão do TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais) que determinou o aumento no início deste mês de abril e que ainda não foi cumprida.

A nota ainda fala sobre "exaurimento" do modelo contratual usado atualmente e destaca que três projetos enviados pela prefeitura sobre o custeio de passagens para os moradores ainda não foram analisados pela Câmara de Vereadores.

O consórcio não confirmou quantos e quais serão as linhas afetadas. Atualmente, a cidade conta com uma frota de 2.398 veículos. A tarifa na capital mineira custa R$ 4,50.

A reportagem procurou a BHTrans, responsável por gerenciar o sistema de trânsito da cidade, e aguarda retorno.

Histórico

No início do ano, algumas empresas deixaram de circular na cidade alegando falta de recursos financeiros para a compra de combustível. O fato aconteceu em duas datas diferentes e o assunto foi levado para discussão junto à prefeitura.

Últimas