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Famílias denunciam maus-tratos em asilo que já foi interditado em BH

De acordo com a denúncia, um idoso de 66 que sofre de Alzheimer voltou para casa com diversas feridas pelo corpo e sem conseguir andar

Minas Gerais|Garcia Júnior, da Record TV Minas

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Familiares de um idoso de 66 anos alegam que ele foi vítima de maus-tratos dentro de uma casa de apoio localizada no bairro Coqueiros, na região Noroeste de Belo Horizonte. O asilo teve o alvará de funcionamento suspenso em 2018, mas, um mês depois, mudou de nome e voltou a abrir.

De acordo com o filho da vítima, Oziel Gomes da Silva, a família optou pela internação do homem neste asilo pela promessa de que haveria acompanhamento médico rigoroso e fisioterapia. Oziel alega que, durante uma conversa, o idoso relatou que vinha sofrendo com a violência e os maus-tratos dos funcionários do espaço.

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— Ele disse que sofria agressões, que não trocavam sua fralda. Falou que nunca chegou a tomar um café ou um copo de água e uma fonoaudióloga até disse que ele corre o risco de perder a voz por isso.

Asilo estaria com superlotação e falta de higiene
Asilo estaria com superlotação e falta de higiene

O idoso foi retirado do asilo e, durante o banho, os familiares perceberam diversas feridas pelo corpo. Segundo os parentes, o senhor sofre de alzheimer, é hipertenso e perdeu 15 kg durante o período em que esteve internado no local.

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Uma outra mulher afirma que sua tia está internada na mesma casa de repouso há quatro meses. Roseni Filomena conta que, durante uma conversa de telefone, a idosa se mostrou apreensiva e chegou a pedir que os familiares chamassem a polícia.

— Ela disse que não estava sendo medicada, que estava sendo alimentada com comida crua. Chegou a falar que morria gente todo dia. Eu achava que era algo da cabeça dela, mas pode ser real.

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Interdição

A reportagem da Record TV Minas foi até o local indicado pelos familiares. Na casa de apoio, a técnica de enfermagem Maria Idalina confirmou ser a responsável pelo local há quatro anos.

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Veja: Dezoito idosos morreram por maus-tratos em asilo de Minas

O problema é que, em junho de 2018, o local foi interditado pelo Ministério Público. Na época, o juiz alegou que o local expunha os idosos a um “ambiente insalubre, com condições de higiene insatisfatórias e espaço físico insuficiente”.

Um mês após a interdição, a casa foi reaberta com um novo nome e novos sócios. O local voltou a ser interditado por causa da lotação e por serviço de qualidade duvidosa, de acordo com o MPMG.

Veja: 'Metade morreria até sem covid', diz prefeito sobre 19 óbitos em asilo

A promotora do caso, Jaqueline Ferreira, esclarece que, mesmo com essas pendências, o espaço pode funcionar, pois ainda não há uma decisão final da Justiça. Jaqueline afirma que o objetivo é remover os idosos do local com segurança, mas, além disso, as pessoas precisam se conscientizar na hora de escolher uma casa de repouso para os seus familiares.

— Por que, mesmo sabendo das irregularidades, os familiares insistem em manter o idoso num lugar assim? São lugares particulares, a pessoa não é obrigada a ficar ali.

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