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Funcionários da Cemig cruzam os braços e fazem protesto por fim da terceirização

Eletricitários reivindicam ainda outros pontos, como a renovação da concessão das usinas

Minas Gerais|Do R7

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Funcionários da empresa se reuniram no bairro Santo Agostinho
Funcionários da empresa se reuniram no bairro Santo Agostinho

Eletricitários da Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) cruzaram os braços por 24 horas a partir da manhã desta quinta-feira (16). Eles protestam contra a terceirização dos funcionários da empresa e pedem a intervenção do governador Fernando Pimentel para que as negociações com a companhia evoluam.

De acordo com o sindicato da categoria, os profissionais pedem ainda renovação das concessões das usinas, garantia de saúde e segurança e pagamento do retroativo de 3%. Eles se reuniram em uma manifestação na frente da sede da empresa, na av. Barbacena, no bairro Santo Agostinho, região centro-sul de Belo Horizonte. Representantes do Sindieletro devem ser recebidos pela diretoria da Cemig ainda nesta quinta-feira (16).


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A categoria também entregou uma carta contendo a pauta de reivindicações para Pimentel, durante evento na cidade de Mariana, na região central do Estado. Os eletricitários cobram o cumprimento de uma série de compromissos assumidos pelo governador durante a campanha eleitoral.

Resposta


Em nota, a Cemig afirmou que "reconhece a paralisação como um direito legítimo dos trabalhadores, dentro dos critérios definidos pela legislação brasileira", mas alegou "surpresa" com o ato realizado hoje, justificando que "a nova diretoria da Cemig abriu a empresa ao diálogo, instituindo uma mesa permanente de negociação com os sindicatos". Confira o texto na íntegra:

"Entre as conquistas significativas em apenas seis meses, destacam-se:


1. O pagamento, em março, do reajuste de 3% aos trabalhadores da Empresa decorrente do dissídio de 2012, que era contestado pela antiga gestão na Justiça;

2. Sobre o pagamento retroativo relativo ao aumente de 3%, a Cemig apresentou uma proposta em 03/06, mas as negociações não foram concluídas porque a Empresa foi informada do ajuizamento de uma ação sobre o tema na Comarca de Varginha. A Cemig permanece disposta a reiniciar a negociação do retroativo, nos termos do que foi apresentado;

3. A retirada das grades que cercavam o edifício-sede e a devolução, aos dirigentes sindicais, dos crachás e do direito de acesso às dependências da Empresa;

4. A inclusão da primarização como pauta da Direção da Empresa, que trata o assunto no âmbito de um grupo temático. Esse grupo está discutindo um plano de primarização e aumento da produtividade, como parte do novo planejamento estratégico, que levará a uma redução significativa da terceirização;

5. O compromisso da atual Diretoria em reduzir os acidentes, em especial para os trabalhadores terceirizados. A proposta é que os trabalhadores da Cemig acompanhem de maneira transparente todos os acidentes que infelizmente vierem a ocorrer e participem das soluções por meio de um diretor dos sindicatos.

A Cemig informa ainda que a atual Direção segue atuando diuturnamente em todas as frentes possíveis para garantir a renovação da concessão das usinas."

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