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Garoto amputado por linha chilena conhece atletas de futebol adaptado

Gabriel Nascimento, que foi atingido há um mês após voltar de um treino em Betim, foi recepcionado por jogadores até da seleção brasileira

Minas Gerais|Lucas Pavanelli, do R7, com Luciana Simões e Raquel Rocha, da Record TV Minas

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Gabriel se juntou ao time e deu pontapé inicial ao jogo de futebol para amputados
Gabriel se juntou ao time e deu pontapé inicial ao jogo de futebol para amputados

Um mês depois de ter sido atingido por uma linha chilena, o que resultou no amputamento de uma perna, Gabriel Nascimento, de 15 anos, conheceu atletas amadores e profissionais que disputam o futebol para amputados. 

O garoto sonhava em ser jogador de futebol e voltava de um treino quando foi cortado por uma linha chilena que estava amarrada a um ônibus. Gabriel foi recepecionado pelos atletas da AMDA (Associação Mineira para Desporto de Amputados), vice campeões brasileiros em 2012 e 2015, como uma visita ilustre. 


O Brasil tem, hoje, 21 equipes de futebol para amputados, uma modalidade de esporte adaptado que vem crescendo no país. A seleção brasileira de futebol de amputados é tetra campeã mundial, tri campeã da Copa América e campeã da Copa das Confederações. No último mundial em 2018, ficou em 3º lugar. 

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"Foi emocionante. É muito bom o futebol de amputados e logo logo vou estar aqui", vislumbrou Gabriel, que assistiu a uma partida do lado de fora da quadra. Ele está em processo de cicatrização e, dentro de um mês, deve colocar uma prótese. 


Além de promover partidas e participar de campeonatos, a AMDA tem um objetivo claro, que o de fortalecer a inclusão de quem sofre algum acidente e precisa de amputar uma perna, como explica o representante da Associação de Esporte para Amputados, Tadeu Mitri.

"A gente tem a nossa modalidade que é de alta performance, que é profissional, mas temos nosso lado de inclusão também. A gente tira o deficiente de condições de tristeza pré-acometida por deficiência ou de uso de drogas ou de condições de acidente automobilístico, tiro, são muitos casos. São muitos Gabrieis na nossa associação."


E não é por falta de exemplos que Gabriel não deixará de seguir seu sonho de ser jogador de futebol. Breno, atleta da seleção brasileira de futebol de amputados joga no AMDA e deu dicas para o jovem. 

— Sofri um acidente na época e senti a mesma coisa que o Gabriel, que tinha sonho de ser jogador de futebol. Eu tive o mensmo pensamento, até conhecer a modalidade de futebol de amputado, que proporcionou que eu realizasse meu sonho.

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