Greve da Educação Municipal de BH chega ao 18º dia sem acordo entre prefeitura e professores
Educadores decidiram manter paralisação em assembleia com mais de 2.000 pessoas; nova rodada de negociações acontece nesta quarta-feira (25)
Minas Gerais|Gabriela Neves*, do R7Minas

A greve dos trabalhadores da educação da rede municipal de Belo Horizonte completa 18 dias sem avanços significativos nas negociações com a prefeitura. Durante assembleia realizada na Praça da Estação, no Hipercentro da capital, nesta terça-feira (24), cerca de 2.000 educadores decidiram, por unanimidade, manter a paralisação iniciada em 6 de junho. Uma nova assembleia foi marcada para esta quarta-feira (25).
A Secretaria Municipal de Educação de BH informou que, das 324 escolas da rede, 19 estão com as atividades totalmente paralisadas, 272 funcionam parcialmente e apenas 33 unidades educacionais operam normalmente. Em relação ao prejuízo para os alunos, a secretaria afirmou, em nota, que a reposição das aulas suspensas e a reorganização do calendário escolar será discutida assim que as atividades forem integralmente retomadas. O órgão diz ainda que a carga horária exigida pela legislação será cumprida.
A quarta assembleia geral da categoria teve início com cerca de uma hora de atraso por conta de uma reunião convocada de última hora pela Prefeitura com representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-Rede/BH). O encontro ocorreu na sede da secretaria e contou com a presença da secretária Natália Araújo e do secretário de Planejamento, Orçamento e Gestão, Bruno Passeli.
Durante a reunião, a administração municipal reafirmou a proposta de reajuste de 2,49%, correspondente à inflação acumulada entre janeiro e abril de 2025. A prefeitura também propôs a recomposição escalonada das perdas inflacionárias acumuladas entre 2017 e 2022 ao longo dos próximos dois anos, a concessão de um novo auxílio-alimentação proporcional à jornada de trabalho e a nomeação de 376 professores aprovados em concurso vigente. Além disso, foi anunciada a intenção de encaminhar à Câmara um projeto de lei para reestruturação da carreira na educação infantil.
O comando de Greve levou as propostas para a assembleia, mas avaliou que o conteúdo estava distante das reivindicações centrais da categoria. Os professores da rede municipal pedem reajuste de 6,27% referente ao piso nacional do magistério, redução do número de alunos por turma, recomposição das perdas salariais de aposentados e reestruturação da carreira docente.
De acordo com o Sind-Rede/BH, cerca de 85% da categoria aderiu à paralisação, com aproximadamente 75% das escolas afetadas em algum nível. Após a assembleia, os trabalhadores seguiram em passeata até a sede da Prefeitura, no Centro da capital, para reforçar as demandas.
*Sob supervisão de Lucas Eugênio
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