Greve de trens deixa turistas brasileiros presos em Machu Picchu
Advogada relata falta de água, comida e dinheiro; grupo foi expulso de restaurante
Minas Gerais|Do R7, com Record Minas


Turistas não conseguem sair de Águas Calientes, que dá acesso a Machu Picchu, no Peru, por conta de uma greve de trens. Cerca de 30 brasileiros estão entre os passageiros que têm dificuldade para comer e tentam deixar a cidade.
Os trabalhadores locais protestam contra a decisão do governo de privatizar serviços do parque arqueológico Inca. Com isso, cerca de 3.500 pessoas estão isoladas em Águas Calientes.
A advogada mineira Amanda Ventura, de 25 anos, gravou imagens da estação da cidade lotada de passageiros. Moradores impediram o grupo de comer em um restaurante e fecharam a única estrada que dá acesso à próxima localidade - mesmo neste percurso seriam necessárias duas horas de caminhada.
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A advogada, que viajou ao Peru com a irmã e três amigas, reclama que os passageiros estão sem comida, água e dinheiro e que também não há casa de câmbio na estação. Por telefone ela relatou a situação à equipe da Record Minas nesta quinta-feira (22):
— Só na estação deve ter de 500 a 1.000 pessoas. A situação é constrangedora, as pessoas estão deitadas no chão e são maltratadas pelas autoridades. A gente não tem comida, água, não tem casa de câmbio.
Na terça-feira (20) elas chegaram a Águas Calientes e foram informadas de que talvez não conseguissem sair da cidade normalmente. No dia seguinte, ao voltar do passeio em Macchu Picchu, a estação estava fechada e não havia como aumentar uma diária no hotel porque os quartos estavam lotados.
O grupo também foi hostilizado:
— Na hora em que a gente estava no restaurante tentando almoçar a população invadiu e fez a gente sair. Tivemos que nos esconder porque estavam agressivos.
O Itamaraty informou ao R7 nesta sexta-feira (23) que a Embaixada brasileira em Lima entrou em contato com a Rede de Proteção ao Turista, órgão do governo peruano que dá assistência aos viajantes, para solicitar apoio local. Também afirmou que desde a quinta-feira (22) mantém conversas telefônicas com o grupo de brasileiros e que por conta do fuso horário (-3hs) ainda não recebeu notícias atualizadas sobre a situação dos viajantes na manhã desta sexta.















