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Incêndio de grandes proporções destrói galpões no Barreiro e faz com que famílias deixem suas casas, em BH

Diante dos transtornos provocados pelo incêndio, a Suggar Eletrodomésticos informou que se solidariza com os moradores afetados

Minas Gerais|Giovana Riggio*, do R7, e Janaina Machado, da RECORD Minas

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Incêndio de grandes proporções atinge a fábrica da Suggar Eletrodomésticos em Belo Horizonte, obrigando famílias a deixarem suas casas.
  • Elisângela e sua família foram deslocadas, enfrentando dificuldades de acessibilidade e rotina de cuidados com a mãe idosa.
  • O Corpo de Bombeiros mobilizou quatro caminhões para combater as chamas, que resultaram em danos graves aos galpões da fábrica.
  • A Suggar Eletrodomésticos está cobrindo despesas de aluguel temporário e oferecendo apoio aos moradores afetados.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Incêndio de grandes proporções destrói galpões e interdita casas no Barreiro, BH Reprodução/RECORD Minas

Uma família foi obrigada a deixar a própria casa após um incêndio de grandes proporções atingir a fábrica de eletrodomésticos da Suggar, no bairro Olhos D’Água, na divisa entre a Região Oeste e o Barreiro, em Belo Horizonte, no dia 6 de agosto.

Entre os moradores afetados está Elisângela, que precisou sair de casa com a irmã, uma sobrinha que tem um bebê e a mãe, de 91 anos, que tem Alzheimer e dificuldades de locomoção.


Com a mudança, parte da família precisou ficar temporariamente em locais diferentes. Além disso, a nova moradia é menor e não possui as adaptações necessárias para garantir a acessibilidade da idosa.

A situação tornou mais difícil a rotina de cuidados com a mãe e aumentou o sentimento de revolta da família, que precisou deixar inesperadamente a casa onde vivia.


Entenda o caso

O incêndio começou por volta das 23h30 da última quinta-feira (6), nos galpões onde eram produzidos tanquinhos e exaustores. As chamas mobilizaram pelo menos quatro caminhões do Corpo de Bombeiros e continuaram sendo combatidas até a manhã de sexta-feira (7). Os funcionários precisaram deixar rapidamente o local e, para acessar algumas áreas, os bombeiros tiveram que arrombar portões da fábrica.

A fumaça preta e intensa podia ser vista de importantes vias da região, como a BR-040 e o Anel Rodoviário. Apesar da dimensão do incêndio, não houve registro de pessoas feridas.


As primeiras avaliações da Defesa Civil de Belo Horizonte apontaram danos graves nos galpões da fábrica, localizada na Rua Jerônimo Marcucci, nº 74, no bairro Pilar. O galpão usado para armazenar produtos ficou completamente destruído e apresenta alto risco de desabamento do teto metálico e de partes das paredes que ainda permanecem de pé.

A área de produção também foi bastante danificada. Segundo a avaliação técnica, há risco de queda parcial do mezanino, onde funcionava a área de liderança da empresa. No setor das máquinas de injeção, foram encontrados tijolos caídos e partes da estrutura metálica expostas.


Por segurança, a Defesa Civil determinou ainda o isolamento dos fundos do imóvel residencial vizinho, de número 152, devido ao risco de queda ou projeção de partes da estrutura destruída pelo incêndio.

Além dos danos à fábrica, o incêndio provocou transtornos para moradores da região. Na Rua Professor Otílio Macedo, as casas de números 221, 221A e 221B foram interditadas preventivamente porque havia risco de desabamento da cobertura do galpão localizado ao lado das residências.

Empresa afirma prestar assistência

Diante dos transtornos provocados pelo incêndio, a Suggar Eletrodomésticos informou que se solidariza com as famílias afetadas e mantém contato direto com os moradores.

Segundo a empresa, todas as despesas com o aluguel do imóvel temporário estão sendo pagas pela Suggar. O imóvel foi escolhido com a participação da própria família. A empresa também informou que oferece apoio para o transporte dos pertences e ajuda na compra de alimentos.

A Defesa Civil informou que continua acompanhando a situação. O órgão aguarda a estabilização completa das estruturas para realizar novas vistorias e verificar as condições de segurança dos imóveis atingidos e das áreas próximas.

O objetivo é avaliar todos os riscos antes de liberar o acesso às áreas interditadas e garantir a segurança dos moradores e das demais pessoas que circulam pelo local.

*Estagiária sob supervisão de Cler Santos

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