Juiz preso por suposto envolvimento com facções criminosas teria recebido fuzis
Órgão Especial do TJMG autoriza investigação sobre denúncia de empréstimo de armas
Minas Gerais|Do R7

O juiz Amaury de Lima e Souza, preso desde junho deste ano por suspeita de envolvimento com facções criminosas, é alvo de investigação interna do Tribunal de Justiça de Minas Gerais pelo recebimento de dois fuzis. O Órgão Especial do TJ, formado por 25 desembargadores, autorizou a abertura de inquérito na última semana. O acórdão da sessão deve ser publicado nesta sexta-feira (5).
A Corregedoria Geral de Justiça será responsável pela investigação.
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A denúncia anônima foi levada à justiça em agosto de 2014. Nela consta que o juiz Amaury de Lima e Souza, que atuava na Vara de Execuções Criminais de Juiz de Fora, na Zona da Mata, recebeu por empréstimo dois fuzis calibre 556, e dois carregadores.
A Polícia Federal desconfia que as armas seriam de servidores do sistema carcerário, mas ainda não está claro o motivo do "empréstimo".
A ação penal que apura a conduta do juiz na suposta venda de sentenças e fornecimento de informações sobre processos a traficantes ainda não foi recebida pela Justiça. O advogado que representa o juiz, Gustavo Carneiro Mendes, nega as acusações. Nesta quarta-feira (3), ele não foi encontrado pela reportagem em seu escritório. Se for condenado nesta ação a mais de quatro anos de prisão, ele pode perder o cargo público. No âmbito do TJ, o juiz só pode ser punido com a aposentadoria compulsória. Enquanto está preso, ele recebe normalmente os vencimentos.
A Polícia Federal investiga o envolvimento do magistrado com os detidos na operação Athos, que desmontou uma quadrilha de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Na ocasião, ele teve um veículo de R$ 200 mil apreendido.
Na Operação Athos, 17 pessoas foram presas, incluindo um sargento da PM:















