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Justiça autoriza venda de animais vivos no Mercado Central de BH

Por dois votos a um, desembargadores colocaram fim à polêmica que teve início em 2016 e que rendeu enxurrada de liminares à Justiça

Minas Gerais|Paulo Henrique Lobato, do R7

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Placar apertado, de 2 a 1, foi decidido nesta quarta-feira
Placar apertado, de 2 a 1, foi decidido nesta quarta-feira

Por dois votos a um, o TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais) manteve a venda de animais no Mercado Central de Belo Horizonte, cartão-postal da capital, nesta quarta-feira (13).

A mesma decisão, contudo, proibe que novas lojas sejam instaladas no local para este fim. Desta forma, apenas as 14 empresas que já negociam animais no Mercado poderão continuar exercendo a atividade.


O resultado coloca fim a uma polêmica que teve início em 2016, quando uma ação civil pública proposta pela Assembleia Legislativa tentou acabar com a venda de animais no local.

Ambientalistas reclamam que os bichos vivem em situação degradante e que são comercializados próximos a lojas que negociam alimentos, o que coloca em risco a saúde humana.


A ação foi aceita em primeira instância pela Justiça, mas lojistas conseguiram liminares e continuaram a atividade. O Tribunal de Justiça, nesta terça-feira, julgou o mérito. 

A desembargadora Teresa Cristina da Cunha Peixoto e o desembargador Carlos Roberto de Faria foram favoráveis à venda de animais. O desembargador Fábio Torres foi voto vencido.

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