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Justiça concede liberdade a médico suspeito de assediar paciente

Ginecologista foi preso após jovem de 22 anos denunciar que especialista tentou beijá-la em consulta; polícia indiciou suspeito por importunação sexual

Minas Gerais|Pablo Nascimento, do R7

A Justiça em Belo Horizonte concedeu, nesta sexta-feira (29), liberdade provisória ao ginecologista suspeito de assediar uma paciente durante uma consulta em um hospital particular na capital mineira.

Durante esta manhã, a Polícia Civil concluiu o primeiro inquérito sobre o caso e indiciou Edilei Rosa de Novaes, de 74 anos, por importunação sexual. O idoso que havia sido preso nesta quarta-feira (27) nega os crimes.

A vítima, uma jovem de 22 anos, relatou que o médico a assediou verbalmente e ao final da consulta a segurou pelo braço e tentou beijá-la à força.

— No começo da consulta estava tranquilo, mas quando voltei do ultrassom ele começou a me dizer algumas coisas absurdas. No final ele puxou o meu braço e já veio encostando a boca no meu rosto, tentando me beijar na boca.


A liberdade de Novaes foi concedida pela juíza Fabiana Cardoso Gomes Ferreira, durante audiência de custódia. No despacho, a magistrada destacou que o homem não tem antecedentes criminais. Fabiana ainda determinou que o médico cumpra medidas para ficar em liberdade e pague uma fiança de R$ 20 mil. Segundo a defesa de Novaes, o valor já foi quitado.

Veja as medidas que o médico deve cumprir:


- Comparecer em todos os atos do inquérito e ação penal;

- Informar à Justiça eventual mudança de endereço;


- Não se aproximar da suposta vítima.

Investigações

A Polícia Civil informou que a Delegacia Especializada em Investigação a Violência Sexual apura se existem outras vítimas do médico. De acordo com a corporação, se constatado outros casos, novos inquéritos podem ser abertos.

Outro lado

Em depoimento à polícia, o ginecologista disse que o namorado da vítima havia sido autorizado a entrar no consultório, mas não quis e que, mesmo assim, a consulta transcorreu de forma tranquila.

A reportagem fez contato com a defesa do médico nesta tarde, mas a advogada Luísa Oliveira Coelho informou que não pode dar detalhes sobre o caso.

Procurado pelo R7, Mauro de Avila Leite, diretor técnico do hospital onde os abusos teriam sido cometidos, informou que o médico já foi afastado e que outras providências serão tomadas após a conclusão do processo judicial.

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