Justiça de MG manda loja indenizar ex-funcionária por fazê-la gravar vídeos para o TikTok: 'Chacota'
Trabalhadora alegou que gravações eram vexatórias e tinham conotação sexual; empresa deverá pagar R$ 12 mil
Minas Gerais|Maria Fernanda Ramos*, do R7

O TRT-MG (Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais) condenou uma loja de móveis de Teófilo Otoni, a 443 km de Belo Horizonte, a pagar R$ 12 mil em indenização a uma ex-funcionária por tê-la feito gravar vídeos para o TikTok. A mulher processou a empresa onde trabalhava por uso indevido de imagem.
Segundo a decisão do TRT-MG, a ex-funcionária alega que os vídeos eram postados na rede social particular do proprietário da empresa, sem finalidade comercial nem conexão com a página de vendas.
"A reclamante, em seu depoimento pessoal, disse que se sentia incomodada em fazer os vídeos; que era constrangedor; que era motivo de chacotas, ainda mais com relação ao vídeo que fez grávida", diz a decisão assinada por Fabrício Lima Silva, juiz titular da vara do trabalho.
A vítima afirmou que o vídeo foi gravado por imposição do empregador e que o conteúdo era de insinuação sexual e vexatório, principalmente pelo fato de que ela estava grávida à época. O empregador acusado foi intimado pela Justiça a excluir o vídeo em um prazo máximo de 24 horas.
A empresa foi condenada a pagar R$ 12 mil por danos morais à ex-funcionária. A reportagem tenta contato com a direção da loja.
Refrão fácil e dancinhas viralizam nas redes sociais:
*Estagiária, sob supervisão de Pablo Nascimento















