Logo R7.com
RecordPlus

Justiça determina que família acusada de matar mulher e esconder corpo em cisterna irá a júri popular

Crime foi arquitetado pelos réus após vítima descobrir que a madrasta, fez um empréstimo de alto valor em nome do seu pai

Minas Gerais|Maria Luiza Reis, do R7

  • Google News

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Tribunal de Justiça de Minas Gerais decide que mãe e três filhos vão a júri popular por homicídio.
  • Crime ocorreu após a vítima descobrir um empréstimo feito pela madrasta em nome do pai, visando o patrimônio familiar.
  • A mulher foi atraída até a casa do pai e agredida com facadas pelo meio-irmão, posteriormente seu corpo foi escondido em uma cisterna.
  • Dois réus estão em liberdade com medidas cautelares, enquanto a mãe e um filho permanecem presos preventivamente.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Condição em que corpo da vítima Magna Pimentel foi encontrado impressionou os investigadores Reprodução/Record Minas

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais determinou que a mãe e os três filhos acusados de matarem uma mulher, de 42 anos, e enterrarem ela em uma cisterna no bairro Candelária, na região de Venda Nova, em Belo Horizonte, em agosto de 2024, irão a júri popular pelo crime.

Segundo a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o crime foi arquitetado pelos réus após a vítima descobrir que a madrasta, Marluce Pereira dos Santos, fez um empréstimo de alto valor em nome do seu pai. O MPMG afirmou que o dinheiro seria usado em favor dos denunciados, que visavam tomar todo o patrimônio do pai da vítima.


Ao descobrir o rombo financeiro, a mulher procurou a madrasta e os meios-irmãos,Gilmar Pereira Calmos, Paloma Pereira de Jesus e Paola Pereira de Jesus para exigir a devolução do dinheiro. No dia seguinte, as duas meias-irmãs atraíram a vítima até a casa do pai, onde ela foi agredida com facadas pelo meio-irmão. Depois do crime, o grupo ocultou o cadáver dentro da cisterna no quintal da casa do pai da vítima, que foi lacrada com cimento.

Na decisão, o juiz Roberto Oliveira Araújo Silva apontou que estão presentes nos autos a materialidade e os indícios de autoria em desfavor dos réus, o que justifica a pronúncia dos quatro acusados: “Mostra-se adequado o caminho da pronúncia, cabendo ao Conselho de Sentença, juízo natural da causa, apreciar de forma mais aprofundada o conjunto probatório e proferir decisão sobre a questão.”


Mãe e filhos respondem por homicídio qualificado com recurso que dificultou a defesa da vítima, meio cruel e motivo torpe e ocultação de cadáver. Na decisão, o magistrado manteve ainda a prisão preventiva de mãe e filho, presos desde o dia do crime. A prisão preventiva das outras duas rés foi revogada e, agora, respondem o processo em liberdade mediante medidas cautelares.

O processo seguirá agora para a fase de preparação do júri, quando as partes poderão apresentar novas manifestações, indicar testemunhas e aguardar a definição da data da sessão. Ainda não há data definida para o julgamento.

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.