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Justiça renova pedido de prisão de cinco suspeitos de assassinar jornalistas no Vale do Aço

Entre os envolvidos nos crimes estão policiais civis e militares

Minas Gerais|Do R7 MG

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O radialista Rodrigo Neto foi morto a tiros em março
O radialista Rodrigo Neto foi morto a tiros em março

A Justiça renovou o pedido de prisão temporária de cinco suspeitos de envolvimento em 14 crimes ocorridos na região do Vale do Aço, entre eles os assassinatos dos jornalistas Rodrigo Neto e Walgney Carvalho. O pedido foi feito pelo chefe do Departamento de Investigações de Homicídios e Proteção à Pessaoa, delegado Wagner Pinto.

Segundo o delegado, “as investigações continuam em curso, obtendo resultados satisfatórios”. Uma força tarefa composta de dois delegados, dois escrivães e oito investigadores continua na região apurando os casos.


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Até agora oito policiais suspeitos de envolvimento com os crimes tiveram prisão temporária decretada, sendo seis policiais civis e dois militares. Dos seis policiais civis, um médico-legista de Ipatinga foi liberado com alvará de soltura da Justiça.

A Polícia Civil concluiu que ele não só colaborou com as apurações, como também não possui qualquer envolvimento com os casos sob investigação. Os demais suspeitos permanecem detidos.


Os inquéritos do caso já somam mais de 500 páginas. Cerca de 50 pessoas, entre testemunhas e suspeitos, foram ouvidas. Uma delas, que já morou em Ipatinga, prestou depoimento fora do Estado.

Jornalistas


As mortes dos dois jornalistas desencadearam uma onda de pânico entre os profissionais da área na região, que cobram esclarecimentos.

Rodrigo Neto era conhecido por acompanhar casos polêmicos e cobrar soluções da Polícia Civil para crimes que caíram no esquecimento. Ele seria o responsável pela investigação sobre a existência de um grupo de extermínio formado por policiais da cidade. 

O radialista denunciava ameaças de morte que recebia para a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa há cerca de nove anos.

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