Minas Gerais Laudo indica perfurações em órgãos de mulher que morreu após cirurgia

Laudo indica perfurações em órgãos de mulher que morreu após cirurgia

Resultado da perícia vai ajudar na conclusão do inquérito, mas ainda não é possível afirmar se as perfurações causaram a morte da cabeleireira

O IML (Instituto Médico Legal) concluiu o laudo que investiga as causas da morte da cabeleireira Edisa Soloni, que faleceu após um procedimento estético em setembro, em Belo Horizonte. De acordo com o resultado, os legistas teriam encontrado perfurações em órgãos da jovem.
 
O documento aponta que a causa da morte de Edisa foi embolia pulmonar, causada pela obstrução das artérias dos pulmões. De acordo com a advogada Camila Félix, que representa a família da vítima, as perfurações encontradas nos órgãos da jovem ainda serão investigadas.
 
— Nós ainda não temos a confirmação se essas perfurações contribuíram ou não para a morte da paciente.

Jovem morreu após procedimento estético em BH

Jovem morreu após procedimento estético em BH

Reprodução / Record TV Minas

A jovem foi operada no dia 11 de setembro e começou a se sentir mal assim que os efeitos da anestesia passaram. Na clínica em que foi feito o procedimento, no bairro São Pedro, na região Centro-Sul da capital, não havia nenhum médico que pudesse socorrê-la, mas a advogada acredita que os primeiros socorros poderiam ter sido prestados pelo cirurgião.
 
— Houve uma negligência por parte da clínica, com certeza. Não havia um plantonista na clínica, apenas um técnico e um enfermeiro.

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O laudo vai auxiliar a Polícia Civil no andamento das investigações. O médico responsável pelo procedimento, Josemar Fernandes Henringer, pode ser indiciado por homicídio culposo. Ele também é investigado pela morte de uma outra paciente em 2011. A defesa de Edisa Soloni deu entrada com um pedido de suspensão cautelar contra Henringer, mas o médico continua atendendo.
 
Outro lado
 
A assessoria da clínica em que Edisa Soloni foi operada informou, em nota, que a causa da morte apontada no laudo foi embolia pulmonar maciça, mas afirmou que as perfurações nos órgãos da jovem não foram feitas durante a lipoaspiração, e sim durante o serviço funerário.

A reportagem entrou em contato com a empresa responsável pelo enterro e também com o CRM (Conselho Regional de Medicina), mas ainda não obteve retorno.

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