Mãe e filho presos por morte de dentista de BH já têm ficha criminal
Registros policiais apontam possível envolvimento em tentativa de homicídio, agressão, tráfico de drogas, receptação e roubo
Minas Gerais|Pablo Nascimento, do R7, com Andréa Silva, da Record TV Minas

Mãe e filho presos por suspeita de envolvimento na morte da dentista Adriana Duarte Oliveira, de 46 anos, em Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte, já foram investigados por, ao menos, outros 11 crimes.
Conforme levantamento realizado pela reportagem, há pelo menos oito boletins de ocorrência registrados em que o jovem de 22 anos aparece como possível autor de diferentes delitos. As notificações são desde 2012, quando ele tinha 12 anos.
Em um dos BOs, registrado em 2013, o garoto então com 14 anos, é apontado como suspeito de tentativa de homicídio. Ele e o irmão mais velho teriam ido a uma oficina mecânica para resolver problemas pessoais com o dono do estabelecimento. Em determinado momento, o irmão teria desferido três tiros contra o desafeto.
Em 2016, quando tinha 17 anos, o adolescente foi reconhecido como autor de um roubo de celular cometido contra um jovem de 13 anos. O crime teria sido praticado com a ajuda de outros três menores. Todos foram detidos devido ao episódio.
Os dados colhidos pela reportagem também apontam ocorrências de ameaça, receptação, agressão, furto e desacato à autoridade.
Já a mãe do jovem, uma mulher de 42 anos, aparece como possível autora em ao menos três ocorrências policiais. Uma é decorrente de uma denúncia de maus-tratos contra os filhos. Os outros relatos são de tráfico de drogas e furto. Conforme os registros policiais, a mulher sofre de surtos psicóticos.
Investigação
A Polícia Civil ainda não esclareceu qual seria a participação de mãe e filho na morte da dentista Adriana Duarte Oliveira. Eles foram presos nesta sexta-feira (10). Informações do Tribunal de Justiça de Minas Gerais apontam que os dois já foram indiciados no caso.
A dentista, que morava no bairro Letícia, na região de Venda Nova, em Belo Horizonte, foi encontrada sem vida no último 26 de novembro, um dia após ser constatado seu desaparecimento.
O corpo estava carbonizado, em uma rede desativada da Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais), em Ribeirão das Neves, na Grande BH. Os suspeitos detidos moram na mesma cidade. O carro da vítima havia sido localizado em outro ponto do município.
Os parentes da vítima informaram à polícia que o apartamento de Adriana estava revirado e havia sinais de que alguém teria mexido no cofre onde a mulher guardava euros.















