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"Maníaco do Opala", condenado a 55 anos, vira líder de oficina mecânica na cadeia

Preso há 14 anos por estupro e morte de mulheres recupera viaturas em penitenciária

Minas Gerais|Do R7

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Ferreira junta parte do salário para montar uma oficina
Ferreira junta parte do salário para montar uma oficina

Condenado a 55 anos de prisão pelo estupro e morte de pelo menos seis mulheres, Mário da Paz Ferreira, de 45 anos, que ficou conhecido como "Maníaco do Opala" tenta reconstruir a vida como mecânico. Ele se tornou mecânico da oficina da Penitenciária Dênio Moreira, em Ipaba, no Vale do Aço, e junta o salário que recebe na cadeia (R$ 591) para abrir uma oficina. 

O apelido violento veio com a repercussão dos crimes, em setembro de 2001, quando Ferreira foi preso pelos crimes cometidos em Belo Horizonte e João Monlevade, a 110 km da capital mineira. Ele teria usado um Opala para cercar as vítimas e praticar os abusos. Entre as vítimas estariam garotas de programa. 


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Antes da cadeia, Mário Ferreira trabalhou em concessionárias da Volkswagen e da Chevrolet e teve uma pequena oficina. 

Depois de 14 anos detido - já passou por penitenciárias em Contagem, na Grande BH, e Governador Valadares, no Vale do Rio Doce - Mário Ferreira é considerado um profissional dedicado aos livros, que leva experiência e liderança aos colegas, e já fez cursos de mecânica e pintura automotiva enquanto esteve preso. Atualmente, está prestes a se formar como técnico em eletrônica. Sua "maior conquista" é o aprendizado, segundo entrevista publicada no site da Secretaria de Estado de Defesa Social. 


— Aqui, não perdi tempo! Ganhei tempo! Se a pessoa quiser sair do mundo do crime, esta penitenciária oferece todas as condições. 

Como tem bom comportamento, Ferreira pode usar furadeiras, lixadeiras, tornos, lavadoras de alta pressão e um elevador hidráulico, na oficina que conserta 50 veículos do sistema prisional a cada mês, entre carros, ônibus e até tratores. 

Segundo a Seds, a atividade só é possível por causa da parceria com empresas que fornecem os materiais para os cursos dos detentos. “Essas indústrias acreditam na mão de obra e na capacidade de ressocialização dos presos”, destaca Cléber Pinho, agente prisional que é responsável pela oficina. 

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