Médico condenado por tráfico de órgãos no sul de MG ganha habeas corpus
Sérgio Gaspar, condenado no caso do menino Paulo Pavesi, pode ser solto a qualquer momento
Minas Gerais|Márcia Costanti, do R7

O médico Sérgio Poli Gaspar, condenado por retirar os órgãos do menino Paulo Pavesi antes da confirmação da morte cerebral em abril de 2000, pode ser solto a qualquer momento. A Justiça concedeu habeas corpus ao réu somente um dia depois de ele se entregar e ser preso no presídio de Poços de Caldas, no sul de Minas. De acordo com o TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais), o alvará de soltura foi expedido na última quarta-feira (12).
A Seds (Secretaria de Estado de Defesa Social) informou na manhã desta quinta-feira (13) que Gaspar permanece preso. O parecer favorável à liberação do médico foi dado pelo desembargador Flávio Batista Leite cerca de uma semana após ter o pedido negado por estar foragido desde o dia 6 de fevereiro. A pena para o anestesista, definida pelo juiz Narciso de Castro, é de 14 anos de prisão em regime fechado e multa de R$ 452.500.
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Outros dois médicos condenados por participação no esquema ficaram presos durante um mês e conseguiram a liberação na noite de sexta-feira (7). Cláudio Carneiro Fernandes e Celso Scafi deixaram o presídio alegando inocência. Eles terão de cumprir medidas enquanto recorrerem liberdade, como a proibição de entrar na Santa Casa ou de deixar a cidade sem autorização judicial.
Scafi e Fernandes foram condenados, respectivamente, a 18 e 17 anos de prisão em regime fechado por submeter o paciente, Paulo Pavesi a procedimentos inadequados, adulteração de diagnóstico da morte encefálica e retirada dos órgãos. O garoto havia caído da grade do playground do prédio onde morava. Eles respondem em outro processo pelo homicídio da criança. Outros quatro médicos recorrem da decisão de terem sido levados a júri popular pela morte.















