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Médicos voluntários denunciam ação da polícia durante manifestação em Belo Horizonte

Advogados que tentaram dar suporte aos manifestantes detidos também fizeram denúncias

Minas Gerais|Do R7 MG, com Record Minas

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Médicos tentam socorrer jovem que caiu do viaduto José Alencar
Médicos tentam socorrer jovem que caiu do viaduto José Alencar

Médicos e estudantes de medicina que foram como voluntários ao protesto que levou 100 mil pessoas às ruas de Belo Horizonte nesse sábado (22) para tentar ajudar os manifestantes que se feriram durante o confronto entre vândalos e a Polícia Militar fizeram uma denúncia grave: eles teriam sido alvo de ataques da polícia.

Segundo o médico Giovano Iannotti, os militares continuaram jogando bombas e atirando balas de borracha enquanto o serviço era prestado. Um homem, que estava com o rosto coberto por uma camisa preta, teria se identificado como policial.


— Ele abriu a camiseta, mostrando o rosto, e me disse no ouvido que era policial e que ia pedir para os colegas pararem de atirar para que a gente pudesse passar com a vítima.

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Na hora de conseguir uma ambulância para um rapaz, que tinha caído do viaduto José Alencar, na avenida Antônio Carlos, o socorro foi mais uma vez prejudicado pelos militares. Um agente teria afirmado que o veículo era “só para policiais feridos”.


Ao todo, Iannotti e os colegas tentaram socorrer três pessoas que caíram do viaduto durante a confusão. Em todos os casos, a equipe encontrou dificuldades para fazer o atendimento.

— Minhas mulher, que também é medica, foi chamada para atender um outro rapaz que caiu do viaduto. Ele já estava em coma quando foi encontrado e a cavalaria e os policias do Choque continuaram atirando neles. Não havia mais ninguém em volta, só os dois e a vítima no chão.


Profissionais voluntários de outras áreas também reclamam que foram impedido de atuar pela PM. Um grupo de advogados tentou representar algumas pessoas presas durante a manifestação, mas não conseguiu nem conversar com os detidos.

De acordo com o advogado Daniel Thadeu de Assis, providências contra a ação da polícia já estão sendo tomadas junto ao Ministério Público.

— Eu fui impedido. Os policiais que estavam presentes falaram que naquele momento eles não podiam conversar com ninguém até que a ocorrência fosse encerrada.

A Polícia Militar informou que não recebeu reclamações sobre a falta de apoio às vítimas e que não impediu o socorro. Sobre os advogados, a PM disse que desconhece as denúncias e está à disposição da Corregedoria da corporação para apurar os fatos.

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