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Menina de quatro anos viraliza ao comemorar última quimioterapia em BH

Após um ano e cinco meses de tratamento contra um câncer cerebral, Maria Alice celebrou fim do tratamento com buzinaço na capital mineira

Minas Gerais|Maria Luiza Reis, do R7 e Helen Oliveira, da RECORD Minas

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A pequena Maria Alice, de 4 anos, celebrou o fim de sua quimioterapia em Belo Horizonte com um "buzinaço".
  • Ela enfrentou um ano e cinco meses de tratamento contra um meduloblastoma, um tumor cerebral agressivo.
  • A família buscou um diagnóstico após negação inicial em uma UPA, resultando em cirurgia e rigorosos tratamentos de radioterapia e quimioterapia.
  • Agora em recuperação, Maria Alice sonha em ser médica para ajudar outras crianças, após ter superado sua própria batalha.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

CRIANÇA VENCE QUIMIO BH Reprodução/RECORD Minas

A pequena Maria Alice, de apenas 4 anos, transformou dor, medo e incerteza em uma corrente de emoção que mobilizou as redes sociais e as ruas de Belo Horizonte. Moradora de Ribeirão das Neves, na Grande BH, ela viralizou após celebrar o fim da quimioterapia com um “buzinaço” pelas avenidas da capital mineira. No vidro do carro, um pedido simples emocionava quem passava: “Hoje é minha última quimioterapia. Buzine!”.

A comemoração marcou o encerramento de uma batalha de um ano e cinco meses contra um meduloblastoma, um tipo agressivo de tumor cerebral infantil.

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“Mãe sabe quando o filho está com dor”

A história começou quando Maria Alice tinha apenas 3 anos e passou a reclamar de fortes dores de cabeça. Inicialmente, a família ouviu em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) que o quadro poderia ter origem psicológica. A resposta, porém, não convenceu a mãe da menina, a maquiadora Jéssica Martins dos Reis.

“A gente que é mãe sabe quando o filho está com dor ou não. Uma criança de 3 anos não tem como fingir uma dor psicológica”, relembra.

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Inconformada, Jéssica decidiu procurar outro atendimento em Belo Horizonte. Foi então que uma tomografia revelou o diagnóstico devastador: um tumor cerebral do tamanho de um limão.

O resultado saiu em 8 de novembro de 2024. Apenas três dias depois, Maria Alice já enfrentava uma delicada cirurgia.

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Medo das sequelas e rotina exaustiva

Segundo a mãe, os médicos alertaram sobre os riscos extremos do procedimento. A menina poderia não resistir ou ficar com sequelas graves, como perda de movimentos ou necessidade permanente de alimentação por sonda.

“Os médicos falaram que a gente podia perder ela na sala de cirurgia ou que ela poderia ficar com muitas sequelas. Mas Deus foi tão bom que ela está bem, sem sequela nenhuma”, conta Jéssica.

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Após a cirurgia, começou uma rotina intensa de tratamento: foram 30 sessões de radioterapia e oito ciclos de quimioterapia.

Em alguns momentos, os efeitos colaterais deixaram a família em desespero. Maria Alice perdeu o apetite, ficou debilitada e precisou ser internada para hidratação venosa.

“A gente teve que ir para o hospital para ela tomar soro na veia porque ela não conseguia comer. Eu só sabia chorar”, relembra a mãe.

O “sino da alegria” e o sonho do cabelinho

No último dia 7 de maio, a pequena finalmente encerrou a quimioterapia. O trajeto até o hospital virou uma celebração coletiva. Motoristas buzinavam em apoio à menina enquanto ela atravessava a cidade rumo ao Hospital das Clínicas.

Ao chegar à unidade, Maria Alice tocou o tradicional “sino da alegria”, símbolo utilizado em hospitais oncológicos para marcar o fim do tratamento. Mas, para ela, a maior felicidade agora é outra: ver o cabelo crescer novamente.

“Ela pedia para Papai do Céu para o cabelo não cair. Quando caiu, ela sentiu muita falta. Agora fala o tempo inteiro: ‘Mãe, estou ansiosa para o meu cabelinho crescer’”, diz Jéssica.

Câncer infantil exige diagnóstico precoce

A história de Maria Alice também chama atenção para a importância do diagnóstico precoce do câncer infantil. Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar cerca de 7.560 novos casos da doença por ano entre 2026 e 2028.

Os tumores do sistema nervoso central, como o meduloblastoma enfrentado pela menina, estão entre os tipos mais frequentes na infância. Especialistas alertam que sintomas persistentes, como dores de cabeça frequentes, alterações de comportamento, vômitos e dificuldades motoras, precisam ser investigados rapidamente.

Mesmo com o fim da quimioterapia, Maria Alice continuará realizando exames periódicos e acompanhamento médico mensal. E já faz planos para o futuro. Depois de passar grande parte da infância dentro de hospitais, a menina agora diz que quer retribuir o cuidado que recebeu.

“Ela fala que quer ser médica para ajudar outras crianças, assim como ajudaram ela”, conta a mãe.

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