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Menina de sete anos desaparecida há nove meses foi morta pelo tio

Keyla Kelly Gonçalves sumiu em Mateus Lemes, na Grande BH, em setembro do ano passado

Minas Gerais|Do R7

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Tio da criança estava preso por dois estupros
Tio da criança estava preso por dois estupros

A Polícia Civil prendeu um suspeito de matar a menina Keyla Kelly Gonçalves, de sete anos, em Mateus Leme, na região metropolitana de Belo Horizonte. A garota estava desaparecida desde setembro do ano passado.

O crime teria sido cometido pelo tio de Keyla, que afirmou que a morte foi acidental. Mesmo assim, ele confessou ter escondido o corpo próximo a um lixão da cidade, onde a possível ossada da garota foi encontrada.


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Ronaldo Paulo da Silva Camargos, de 33 anos, era companheiro de uma tia de Keyla à época em que ela sumiu, no dia 12 de setembro de 2014. Após ser interrogado várias vezes sobre o desaparecimento, ele acabou confirmando, na quinta-feira (11), que jogou o corpo de Keyla próximo ao lixão. Ele nega que tenha matado a menina, mas contou uma história que ainda não convenceu os polliciais.


Após vários interrogatórios, a polícia conseguiu a confissão de Camargos sobre a ocultação do corpo da garota. O suspeito contou que tomava café na casa da sogra quando a menina caiu no chão e machucou a cabeça. Assustado, ele procurou socorrer a então sobrinha, levando-a, de carro, para uma unidade de saúde. No caminho, notou que a menina havia morrido e por isso decidiu jogar o corpo próximo ao lixão.

Estupros


A corporação chegou até o suspeito após ele ser apontado como o autor de dois estupros ocorridos em Mateus Leme em novembro do ano passado e em março de 2015. Camargos sustenta que sempre respeitou a garota e garante não ter praticado qualquer tipo de violência contra Keyla. Ele também nega ter estuprado as duas mulheres, alegando que a relação sexual mantida com ambas teria sido consensual.

No Posto de Perícia Integrada de Betim, os peritos e legistas farão dois exames: o primeiro, de DNA, para confirmar se a ossada é mesmo a de Keyla. Para isso, será colhido material genético de familiares da garota. Noutro exame, o antropológico, legistas tentarão descobrir a causa da morte. A partir daí, o delegado poderá esclarecer definitivamente o caso.

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