Minas Gerais Metrô de Belo Horizonte continua em greve e já afeta o comércio

Metrô de Belo Horizonte continua em greve e já afeta o comércio

Às véspera do Natal, fluxo de pessoas que circulam no centro da capital reduziu, segundo a da Câmara de Dirigentes Lojistas

  • Minas Gerais | Lucas Eugênio*, do R7

Estações de metrô fechadas pelo terceiro dia em BH e Contagem

Estações de metrô fechadas pelo terceiro dia em BH e Contagem

Vinícius Araújo / Record TV Minas

O metrô de Belo Horizonte mantém a paralisação total das atividades pelo terceiro dia consecutivo. A greve já prejudica o comércio na região central, segundo o presidente da CDL (Câmara dos Dirigentes Lojistas), Marcelo Souza e Silva. Os rumos do movimento grevista devem ser decididos em uma assembleia na tarde desta sexta-feira (16), na Praça da Estação, na região centro-sul de Belo Horizonte.

“A gente está recebendo reclamações de comerciantes, principalmente da região central, que caiu o fluxo de pessoas, apesar de termos algumas soluções de transporte. [A greve] está prejudicando o comércio, principalmente nessa data que é importante para o comércio”, disse o presidente da CDL BH.

Silva disse que a instituição conversou com os metroviários antes da greve, para que o comércio não fosse prejudicado nesse momento, já que o setor estava prevendo boas vendas. Mas, não foram atendidos.

A CBTU-MG (Companhia Brasileira de Trens Urbanos de Minas Gerais) informou, na manhã desta sexta-feira (16), que todas as 19 estações continuam fechadas, apesar da decisão judicial.

“O sindicato descumpre, desde quarta-feira (14), liminar de escala mínima de operação de trens, proferida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 3ª região”, disse o comunicado.

Segundo a decisão, os trens deveriam circular com 100% das composições durante o horário de pico, que vai de 05h às 12h30 e de 16h às 23h. Nos outros horários, pelo menos 70% das viagens devem ser fornecidas.

A companhia disse que toma as medidas possíveis para que o metrô volte a circular. Enquanto isso, linhas emergenciais de ônibus circulam na capital mineira e na região metropolitana, seguindo a decisão do desembargador Ricardo Antônio Mohallem.

*Estagiário sob supervisão de Andrea Silva

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