Logo R7.com
RecordPlus

MG é o 2° Estado que menos realiza testes para covid-19, diz pesquisa

Levantamento feito pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostra que até outubro, 1,9 milhões de pessoas fizeram o exame em MG 

Minas Gerais|Gisele Ramos, da Record TV Minas, com Caio Silva*, do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
Apenas 1,9 milhões de pessoas foram testadas em MG
Apenas 1,9 milhões de pessoas foram testadas em MG

Minas Gerais é o segundo Estado do Brasil que menos realiza testes para diagnosticar a covid-19 na população. O dado é de uma pesquisa realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). 

A falta de testagem para a covid-19 é um problema que vem desde o início da pandemia. Minas Gerais continua sendo um dos Estados que menos realiza exames de diagnóstico da doença.


De acordo com Alexandre Veloso, analista do IBGE, até outubro, 9,3% da população mineira realizou algum tipo de teste, o que representa 1,9 milhões de pessoas. 

— O início de agosto a gente [Minas Gerais] ficou em penúltimo lugar, depois a gente passou para antipenúltimo, mas a gente continua com o nível de testagem muito baixo. 


No Brasil, o percentual médio de testados é de 12,1%. A unidade da federação com o maior percentual de testes era o Distrito Federal (23,9%), seguido por Piauí (19,1%) e Goiás (18,9%).

Por outro lado, Pernambuco e Acre foram os Estados que menos testaram (7,9% em ambos), seguidos por Minas Gerais (9,3%). Segundo Veloso, os dados mostram que, quanto maior a renda domiciliar, maior o percentual de pessoas que realizaram algum teste.


— A gente fez um levantamento onde dividimos os domicílios do Brasil nos 10% mais pobres até os 10% mais ricos, notamos que apenas 6,1% do grupo dos mais pobres fizeram o teste para a doença. 

Amanda Lima é uma das pessoas que não conseguiu realizar o teste para a doença. Ela conta que começou a sentir alguns sintomas de gripe e suspeitou que poderia estar com a doença. Ela foi até uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento), contou o que estava sentindo e mesmo assim não conseguiu fazer o teste.


— Eu comecei a sentir muita dor de cabeça, no corpo e procurei a UPA. Eu peerguntei se forneciam o teste, mas me falaram que só estava disponível para casos graves da doença.

A atendente voltou para a casa e está isolada no quarto longe da filha e da irmã. Ela diz que irá ficar em casa sem saber se está ou não com a doença porque não pode pagar um teste particular.

— Pelo o que eu pesquisei está bem caro. Aí eu não tenho condições. Caso não melhore o que estou sentindo, eu vou voltar na unidade de saúde de novo.

Testes suficientes

De acordo com o secretário de de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, os testes realizados em Minas, mesmos que baixos, são suficientes para ter um panorama geral da pandemia no Estado.

— Há mais de um mês nós ampliamos o número de testagem para todo e qualquer sintoma de síndrome gripal. Nós estamos testando todos os casos que são necessários testar e, com isso, estamos conseguindo dar todo tratamento necessário na rede de saúde. 

O infectologista Fernando Nonato reforça a importância dos testes que ajudaram a mapear a transmissão da doença, principalmente entre os assintomáticos. Segundo ele, a baixa testagem contribui para a subnotificação dos casos e prejudica a realidade da pandemia.

— A gente tem uma dificuldade de ter um retrato mais fidedigno do que está acontecendo. Aí nós começamos a ter dados indiretos, número de internações e número de mortos.

*Estagiário do R7 sob supervisão de Pablo Nascimento 

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.