Militar que atirou em garçom no Buritis vai a júri novamente
Primeiro julgamento, que considerou que não houve intenção no disparo, foi anulado
Minas Gerais|Do R7
O policial militar Felipe Lucas Soares vai ser julgado novamente por ter atirado contra um garçom no bairro Buritis, região oeste de Belo Horizonte. O oficial já tinha passado por um júri, em 2013, que considerou que não houve intenção no disparo, mas a decisão foi anulada.
O crime ocorreu em julho de 2005. Segundo denúncia do Ministério Público, José Arlindo dos Santos foi abordado pelo militar do 5º batalhão quando voltava para casa junto com um primo. O policial exigiu que os dois levantassem as blusas. Em seguida, Soares atirou contra a vítima, que chegou a ser socorrida, mas morreu a caminho do hospital. O militar foi pronunciado por homicídio qualificado com dificuldade de defesa para a vítima.
Em júri realizado em 23 de maio de 2013, a defesa do réu alegou que ele confundiu os rapazes com assaltantes e que o disparo havia sido acidental. A Promotoria, convencida de que de fato não tinha havido intenção de matar, pediu a desclassificação do crime doloso para crime culposo. A solicitação foi aceita e proferida sentença que determinou que o processo fosse remetido para a Justiça Militar.
O advogado contratado pela família da vítima apelou da sentença, sustentando que, mesmo que o Ministério Público não tenha usado seu direito de réplica, a possibilidade de fazê-lo poderia ser desempenhada pelo assistente de acusação e isso não lhe foi concedido. Sendo assim, o julgamento deveria ser anulado.
O relator Renato Martins Jacob, analisando o recurso, considerou que a argumentação deveria ser acolhida. Ainda não há data prevista para o novo julgamento.















