Logo R7.com
RecordPlus

Militares do Exército são condenados por furtar alimentos em Juiz de Fora (MG)

Crime ocorreu em 2005 e, segundo o Ministério Público Militar, prejuízo foi de  R$ 393 mil

Minas Gerais|Do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
Desvios aconteceram no 4º Depósito de Suprimentos, na travessa Doutor Prisco
Desvios aconteceram no 4º Depósito de Suprimentos, na travessa Doutor Prisco

Oito pessoas, entre militares do Exército e civis, foram condenadas por furtar alimentos do 4º Depósito de Suprimentos, organização militar responsável pela distribuição de alimentos e combustíveis aos quartéis de Minas Gerais. O crime aconteceu durante os meses de abril e novembro de 2005, mas os condenados recorreram da decisão e o julgamento em segunda instância foi na última quarta-feira (9) no Superior Tribunal Militar.

De acordo com a decisão, os réus foram condenados pelo crime de peculato-furto, quando um funcionário público utiliza-se da facilidade proporcionada por seu cargo para furtar material da instituição onde trabalha. Sete dos envolvidos foram condenados a três anos e seis meses de reclusão, além da expulsão do Exército no caso dos militares. Já o chefe do esquema criminoso, um primeiro-sargento do Exército, recebeu a pena de quatro anos e dois meses.


Segundo denúncia do Ministério Público Militar, foram desviados da Administração Pública cerca de 47 toneladas de arroz; 13 mil quilos de leite em pó, além de cargas de açúcar, café, amido, aveia e carne bovina do tipo filé mignon. Os mantimentos eram vendidos a mercados da cidade, que agiam como receptadores.

Leia mais notícias de Minas Gerais no Portal R7


Experimente grátis: todos os programas da Record na íntegra no R7 Play

O esquema foi descoberto após uma investigação aberta pelo próprio Exército, com a instauração de um Inquérito Policial Militar. Após a quebra dos sigilos bancários e telefônicos, descobriu-se também uma intensa comunicação entre os acusados por intermédio de ligações telefônicas. Os prejuízos aos cofres públicos chegaram a R$ 393 mil.


Ainda conforme a promotoria, o sargento denunciado deixava o cadeado do portão do armazém aberto. Um outro militar, que exercia a função de operador de empilhadeira, retirava materiais como leite em pó e óleo de soja e os colocava próximo ao portão. Em seguida, outros agentes, colocavam a carga em carros particulares e se dirigiam para o corpo da guarda.

Em seguida, o líder do bando ia até o corpo da guarda e se encarregava de liberar os veículos de seus comparsas que, desta forma, não eram revistados. Cada lata de leite era vendida por cerca de R$ 25 a R$ 30 e cada lata de óleo de R$ 20,00 a R$ 25,00, sendo o valor obtido dividido igualitariamente entre os participantes do dia. Além disso, os militares também mantinham associação com cives, que ajudavam a furtar alimentos do armazém em caminhões de firmas terceirizadas. Conforme o Ministério Público Militar, os civis auxiliavam no carregamento de caminhões.


Um dos denunciados disse que participou por cerca de dez a quinze vezes do esquema de desvio de arroz do 4º Depósito de Suprimentos, tendo sido transportados, por duas vezes, duzentos fardos de 30 Kg; por duas vezes, 150 fardos e das outras vezes, cerca de cem fardos. A empreitada criminosa, segundo o Ministério Público, ainda contava com a participação de comerciantes, proprietários de mercados, que compravam as cargas furtadas.

Ao todo 19 pessoas foram denunciadas à Justiça Militar Federal, mas dez foram condenados e nove foram absolvidos. Tanto as defesas dos acusados, quanto o Ministério Público Militar recorreram ao Superior Tribunal Militar para reverter a decisão de primeira instância, sendo que oito tiveram a condenação mantida.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.